Conferência Episcopal de Angola e São Tomé convidada a assistir o memorando de entendimento entre as facções islâmicas desavindas em Angola

A Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), foi convidada, a testemunhar o memorando de entendimento entre fracções da comunidade muçulmano em Angola desavinda desde 2018, que doravante passa a chamar-se, “Comunidade Islâmica de Angola” (CISA).

A profunda divisão que atravessa a comunidade muçulmana em Angola colocou frente-a-frente, o Conselho Islâmico de Angola e a Comunidade Islâmica de Angola, tendo as duas organizações sidos inscritas junto do Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos- (INAR) e que nenhuma desta oficialmente foi reconhecido pelo Estado angolano.

A comunidade muçulmana em Angola, tem sido marcada por crispações sobretudo, no quisto liderança, o que originou a criação de vários grupos rivais ao longo do seu processo histórico em Angola, iniciado em 1978.

Depois da assinatura esta semana, do memorando de entendimento, testemunhada pelo secretário executivo, da CEAST, Padre Eduardo Alexandre, em regime transitório com a duração de dois anos, foi indicado o Sheikh Altino Miguel, como presidente Comunidade Islâmica de Angola e Sheikh, Mateta Nzola Kamis, coordenador do Conselho Nacional do Culto e David Alberto Já, como secretário-geral e Sheikh Said Calala, presidente do conselho fiscal.

Durante o período de transição, realizar-se-á o 1º Congresso Nacional da Comunidade Islâmica em 2028, para eleição do futuro presidente e de mais órgãos sociais.

O memorando de entendimento, é fruto de criação de uma comissão para a reconciliação dos muçulmanos em Angola, por iniciativa do presidente do Conselho Islâmico de Moçambique, Sheikh Aminuddin Mohammed, que ficou conhecido como o “acordo de Epie Sana”, tendo entrado em eefectiva execução após a outorga da carta homologada no dia 07 de Julho de 2024, pelos líderes de Conselho Islâmico de Angola, Sheikh Altino Miguel e da Comunidade Islâmica de Angola, Sheikh, Mateta Nzola Kamis.

“A união da comunidade é um passo importante para o diálogo com o Estado, que busca uma representação única e estruturada para as comunidades religiosas”, disse aos jornalistas, o presidente de transição, Sheikh Altino Miguel.

Segundo ele, o objectivo de unir os muçulmanos em Angola é ver o Islão reconhecido como religião para ajudar o Executivo erguer obras como escolas (…) hospitais e orfanatos, para o bem das comunidades.

Na sua opinião, apesar desta falta de reconhecimento, os muçulmanos têm uma pacífica convivência com a maioria cristã, que no passado foi pior, sendo mesmo parceiros do Estado angolano em algumas obras sociais.

Durante o acto da assinatura do memorando de entendimento, o secretário executivo da CEAST, o padre Eduardo Alexandre, apelou que a reconciliação busca superar conflitos passados, promovendo solidariedade e amor ao próximo.

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