UNITA exige políticas públicas que se reputam “urgentemente” à prevenção e combate à sinistralidade rodoviária no país

A União Nacional para Independência Total de Angola (UNITA), defendeu a adoção “urgente” de um conjunto de medidas, suportadas por políticas públicas que se reputam indispensáveis, à prevenção e combate à sinistralidade rodoviária no país, que deixam milhares de mortes diariamente.

“A sinistralidade rodoviária em Angola é um grave problema nacional. Exige neste momento debates profundos na Assembleia Nacional para encontrar soluções”, disse, o membro do conselho da presidência da UNITA, o nacionalista Ernesto Mulato, que reagia as mortes nas estradas do país.

“É preocupante ouvir que Em Angola, os acidentes de viação são a segunda causa de morte depois da malária”, começou, assinalou o antigo vice-presidente da UNITA, frisando que os debates no Parlamento sobre as mortes nas estradas “ são cruciais para o desenvolvimento de políticas públicas de segurança e para a conscientização dos cidadãos”.

Os acidentes, segundo o político, para além de factores com excesso de velocidade, bebedeira e outras negligências dos motoristas, as estradas do país não têm mínimas condições para circulação.

“Muito dinheiro se empata na construção das estradas, mas de má qualidade. Aqui a grande responsabilidade devia ser amputada ao Ministério das Obras Públicas e ao Ministério dos Transportes”, apontou argumentando que, quando a governação se preocupa mas com a sua sobrevivência, nada pode funcionar.

“A partir de agora, tudo vai girar como garantir a sobrevivência do, poder em 2027, esqueça-se da governação com tal, isto é resolver os enormes problemas da sociedade e neste capítulo, todo aquele que se mostre fiel para a continuidade, seja qual for a sua culpa haverá sempre uma forma de se encobrir”, acrescentou.

Segundo o político, o Executivo, através do Ministério do Interior, deve procurar “urgentemente” reduzir o impacto social deste flagelo com ações coordenadas com governos provinciais e instituições.

“Os dossiers são muitos, mas fecham-se os olhos. Logo, vai-se continuar à assistir mortes em acidentes como este último, é muita perda de vidas que para uns não lhes diz nada”, acrescentou.

O último acidente causou 12 pessoas mortas ocorrido no último domingo, em Cabo Ledo, província de Icolo e Bengo.

Segundo dados oficiais, em Angola, os primeiros seis meses de 2025 registaram mais de 6 mil acidentes de viação, resultando em quase dois mil mortes e uma média diária alarmante de oito óbitos.

Os dados indicam um aumento da sinistralidade rodoviária no país, com a necessidade de maior prudência, especialmente durante períodos festivos.

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