Casal ficou junto mais de dois anos e estava separado há dois meses, segundo fonte do Serviço de Investigação Criminal (SIC) Luanda. Elizabeth Hebo Ventura, de 32 anos, foi morta dentro de casa, com uma faca de cozinha ao pescoço.
O SIC-Luanda, através do Departamento Municipal do Cazenga, deteve um cidadão nacional, de 41 anos, segurança de profissão, indiciado por crime homicídio qualificado em razão da qualidade da vítima, (por sinal ex-esposa) praticado com recurso a uma arma branca (faca de cozinha).
A detenção, segundo Fernando de Carvalho, director do Gabinete Provincial de Comunicação Institucional e Imprensa do SIC-Luanda, ocorreu depois de o homicida, ter assassinado a ex-companheira, cerca das 10:00 do dia 22 de Agosto, deste ano, no interior de uma residência, situada, na Rua dos Cabritos, bairro Grafanil, Município do Cazenga.
“Das investigações realizadas, apurou-se que vítima encontrava-se separada do acusado há dois meses e residia com os seus familiares devido a desentendimentos entre o casal. No dia dos factos, o acusado telefonou para a sua ex-esposa, alegando que a senhoria do imóvel onde habitavam queria reaver o local, pelo que a vítima teve de se deslocar até lá para retirar as roupas que tinha deixado no interior da habilitação”, conta Fernando de Carvalho.
De acordo com oficial superior do SIC-Luanda, a vítima dirigiu-se para sua antiga residência conforme combinado e ao chegar, encontrou o acusado, que a impediu de entrar.
“Nesse momento, o implicado partiu para a agressão física e, insatisfeito, recorreu a uma faca de cozinha que degolou a infeliz, tendo morte imediata devido ao golpe fatal”, relata.
“Após consumar o acto, o acusado colocou-se em fuga e foi perseguido por populares. Durante a fuga, saltou o muro do antigo Aviário e introduziu-se num quintalão, onde tentou suicidar-se com um objeto contundente, desferindo um golpe contra o próprio pescoço”.
Devido aos ferimentos, adianta o responsável, o homem foi socorrido pelos operacionais do SIC-Cazenga e encaminhado para o Hospital Josina Machel, onde recebeu tratamento clínico e, posteriormente, alta médica.
Para o cumprimento dos trâmites processuais subsequentes, o implicado foi apresentado ao Ministério Público (MP) e ao Juiz de Garantias, que lhe aplicou a medida de coação mais gravosa, a prisão preventiva.

