A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) convocou a realização do seu 14.º congresso para os dias 28, 29 e 30 de novembro.
O destaque recai na eleição de um novo presidente e a revisão dos estatutos do maior partido na oposição angolana.
O congresso da UNITA realiza-se de quatro em quatro anos. É convocado formalmente pelo líder da formação política em observância aos Estatutos e Regulamentos do Partido, após parecer favorável da Comissão Política.
No comunicado, a direção da UNITA manifestou “profunda preocupação” com a situação do país, alertando para “a deterioração contínua das condições de vida dos cidadãos angolanos, marcada pelo aumento do desemprego, o encarecimento de produtos da cesta básica, bloqueio do sector produtivo e a perda do poder de compra das famílias”.
A UNITA responsabiliza as “práticas de gestão governativa centralizadora e pouco transparente” pelo agravamento da pobreza e desigualdades sociais.
O Comité Permanente reafirma ainda a “necessidade urgente de reformas estruturais profundas no aparelho do Estado”, defende a institucionalização do poder local autárquico e expressa “repúdio face à tendência do regime, de criminalização das manifestações dos cidadãos insatisfeitos com as políticas governativas”, condenando “o uso da força pelos órgãos responsáveis pelo asseguramento e proteção dos cidadãos”.
Em relação à Comissão Nacional Eleitoral, a UNITA considera que a sua atual composição “deve ajustar-se aos resultados eleitorais anunciados pela CNE nas eleições gerais de 2022”, ao contrário da resolução aprovada na Assembleia Nacional que o principal partido da oposição angolana rejeita.
O Comité exorta ainda os militantes e simpatizantes a intensificarem “as ações de proximidade junto das comunidades, promovendo a cidadania ativa, a solidariedade social e a participação consciente dos cidadãos nos assuntos da vida nacional” e manifesta “solidariedade e apoio aos militantes do Partido e todos os cidadãos injustamente detidos, julgados e condenados”.
O comunicado sublinha o compromisso da UNITA com a unidade, coesão interna e disciplina partidária”, evocando também o “caminho trilhado por Holden Roberto, Agostinho Neto e Jonas Malheiro Savimbi, na edificação de uma Angola democrática, próspera e igual para todos”.
