Angola é actualmente o único país da região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que ainda não havia adoptado os critérios actualizados, da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para a medição do emprego, desemprego e subemprego.
O director nacional do Instituto Nacional de Estatística (INE), Joel Futi, que revelou a informação no âmbito da semana nacional de estatística que esta segunda-feira, 09, encerra em todo o país, explicou que a harmonização dos indicadores vai permitir maior comparabilidade internacional dos dados, além de oferecer uma leitura mais precisa da realidade do mercado de trabalho no país, contribuindo para a definição de políticas públicas mais eficazes.
“A situação deverá ser ultrapassada com a implementação do novo modelo estatístico, porque as estatísticas sobre emprego, desemprego e subemprego, não se baseiam nas normais mais recentes da OIT”, frisou garantindo que, o país vai ajustar a partir do dia 18 deste mês à estatística de emprego aos padrões internacionais.
“A adopção das normas internacionais representa um passo importante para a credibilidade estatística do país junto de organismos regionais e internacionais, bem como para investidores e parceiros de desenvolvimento”, acrescentou.
Dados recentes do INE apontam que a taxa de desemprego em Angola fixou-se em 28,8% no final de 2025, indicando uma ligeira melhoria em relação aos trimestres anteriores.
O desemprego atinge cerca de 5,7 milhões de pessoas, afectando desproporcionalmente as mulheres e os jovens, com o sector da agricultura a concentrar a maioria da força de trabalho A taxa de desemprego é maior entre as mulheres (34,2%) do que entre os homens (30,2%) e a população desempregada é estimada em em mais de 5,7 milhões de pessoas com 15 ou mais anos.
A faixa etária entre 15 e 24 anos regista um ligeiro crescimento no desemprego, apesar de algumas melhorias no emprego jovem em certos trimestres. O sector primário (agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca) absorve mais da metade da população empregada (cerca de 54,2%), seguido pelo comércio.

