O mediático julgamento do “caso Kopelipa” é retomado esta semana no Tribunal Supremo (TS), após ter ficado suspenso por mais de 15 dias, e o Tribunal vai juntar ao processo-crime que envolve os generais Manuel Hélder Vieira Dias Júnior “Kopelipa” e o Leopoldino Fragoso do Nascimento “Dino”, dois homens de confiança do antigo Presidente da República José Eduardo dos Santos, as declarações de interrogatório da fase da instruçãoi preparatória do então director da Delta Imobiliária, Paulo Cascão, feitas à justiça portuguesa.
Segundo o Novo Jornal, o tribunal vai juntar as declarações deste antigo director da Delta pelo facto de o Ministério Público (MP) ter apontado que a empresa que Paulo Cascão dirigia, a Delta Imobiliária, participou num esquema que terá causado um desfalque, por via da Sonangol Imobiliária, de vários milhões de dólares, ao Estado angolano.
Conforme o TS, a Polícia Judiciária portuguesa interrogou este antigo director a pedido da Procuradoria-Geral da República de Angola, sobre os factos constantes no processo-crime, que tem à cabeça os generais “Kopelipa” e “Dino”.
As declarações de Paulo Cascão, segundo à imprensa, terão sido feitas depois de a PGR ter remetido o processo para julgamento.
Entretanto, para a descoberta da verdade, o tribunal vai juntar esta semana as declarações, após ter solicitado auxílio à PGR para que junto da sua congénere em Portugal remetesse para Angola os depoimentos prestados à justiça portuguesa pelo então director da Delta Imobiliária.
Fontes da do Novo Jornal asseguram que o tribunal deverá proceder à leitura das declarações de Paulo Cascão na sessão desta semana, que está prevista para quarta-feira, dia 6.
Entretanto, a fase de interrogatório aos declarantes e às testemunhas arroladas no processo durou dois meses, mas de forma extra, o tribunal irá introduzir as declarações do responsável da Delta Imobiliária, antes da entrar na fase das alegações.
Fonte: Novo Jornal