Depois de ausência prolongada da seca, as quedas pluviométricas que se abaterem segunda-feira, 23, na cidade, Ondjiva, província do Cunene, deixaram um saldo de mais de mil famílias ao relento e as aulas estão suspensões em todo sistema de ensino.
“Temos um cenário completamente desolador, temos famílias ao relento, temos instituições submersas”, lamentou o vice-governador do Cunene, para o sector técnico e infraestrutura, António Gilberto Matias, citado pela imprensa local.
Além da capital da província, segundo o governante, as chuvas também causaram estragos nos municípios do Cuvelai e da Ombadja, onde foram destruídas várias residências.
António Gilberto Matias assegurou, no entanto, o acolhimento das famílias sinistradas, no pavilhão gimnodesportivo, situado no bairro Naipalala.
Quanto ao problema, o governante apontou a falta da macro e da micro drenagem são as principais causas das inundações das residências, visto que as águas fluviais não encontram vias de escoamento.
A correnteza das águas causou fissuras no canal de Calucuva, conforme revelou o segundo comandante dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros, Tito Henriques.
“Várias escolas de Ondjiva ficaram afectadas, o que obrigou a direcção provincial da educação a suspender as aulas, anunciou o Director do Gabinete Provincial da Educação, Ciência e Tecnologia do Cunene, José Domingos de Oliveira.
“O Gabinete Provincial do Cunene decidiu suspender as aulas em todos os subsistemas do ensino. A medida resulta das intensas chuvas que estão a se abater sobre a cidade e em alguns estabelecimentos do ensino”, informou.
