“Gatuno, gatuno”: homicida confessa facada mortal a homem que reconheceu lhe durante assalto

Um assaltante, de 28 anos, (na imagem) acusado do homicídio de um homem de aproximadamente, 40 anos, identificado por Josué, a 19 de janeiro deste ano, em Luanda no município da Ingombota, recordou esta segunda-feira, 02, o crime perante os jornalistas. O jovem admitiu o assalto a uma dependência bancária. No entanto, garante que o homicídio resultou “da reação de Josué”.

“Peço desculpas à família do homem que morreu, mas sei que ele não vai voltar”, lamentou o assaltante. Dos 11 roubos pelos quais está pronunciado pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC).

Ao Radar Informativo, o director de comunicação do SIC-Luanda, superintendente Fernando de Carvalho, explicou que o crime ocorreu, ocorreu por volta das 03:30, datado a data acima citado, no município da Ingombota, bairro da Marginal, rua Rui de Sousa, na via pública, em que foi vítima um cidadão apenas conhecido por JOSUÉ de, aparentemente, 40 anos. “Com ajuda de vigilantes locais e meios de monitoramento audiovisual pode-se determinar que a vítima era um pacato cidadão que vivia da recolha de latas e outros resíduos sólidos, para a posterior comercialização”.

“Com o primeiro passo dado e já com o implicado devidamente determinado e mediante competente mandado de detenção foi possível proceder-se a detenção já frisada, facto que permitiu apurar que a vítima era seu conhecido, e que, momentos antes, terá presenciado o roubo de um aparelho de ar condicionado no interior de um edifício abandonado de uma Unidade Bancária e a não colaborar pós-se a gritar por ajuda chamando o implicado por “gatuno”, facto que motivou a agressão por parte do impplicado com vários golpes de faca na região torácica, tencionando não ser identificado, pondo-se em fuga, á posterior”, relatou.

Segundo Fernando de Carvalho o trabalho de inteligência policial apurou que o implicado já esteve detido por duas vezes, na esquadra do Patrice Lumumba e na Esquadra da Ingombota, nos crimes semelhantes na via pública.

“Quanto ao bem furtado, vendeu o aparelho acima descrito a um cidadão não identificado no valor de 20 mil Kwanzas”, disse, salientando que os operacionais do SIC-Luanda, apreenderam uma “faca de cozinha com cabo de plástico de cor preto, usada na prática do crime”, e o implicado foi presente ao Ministério Público (MP) e ao Juíz de Garantia que aplicou como medida de coacção mais gravosa prisão preventiva.

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