Mateus Domingos Oficial, o adolescente prodígio, de 17 anos, que arriscou a vida para salvar outras vidas de cidadãos que se encontravam preso num autocarro acidentado numa vala de drenagem em Viana, contou detalhadamente em entrevista a rádio Despertar que “pagou caro por retalhar” os meios de que tinha sido alvo de assalto no interior da instituição de ensino policial.
“Eu não sou gatuno e nunca roubei, os meus pertences desapareciam com frequência no colégio. Por eu ter retirado também o telemóvel do colega, em forma de protesto, pelos meus meios e telemóvel furtados, fui injustiçado, passei de bestial a besta”.
“Por uma vez, cheguei a ser considerado um herói, e até recebi um louvor. Mas hoje garanto que se o tempo voltasse atrás não teria provavelmente feito aquilo que fiz. Ou seja, fiz sem pensar muito bem no caso… Eu acedi ir embora. Sei lá porquê. Talvez não tinha condições para continuar, na aninha vez ninguém se opusesse todos se mantinha em silêncio, até a direcção da escola”, conta, acrescentando que diversas vezes participou à direcção da instituição escolar dos constantes assaltos de que era vítima.
Mateus adiantou que a única recordação que o restou foi o par de sapatos que usou a quando da sua apresentação como novo timoneiro do Colégio de Polícia, Comandante Ekuikui, na presença do ministro do interior Manuel Homem.

