O Ministério das Finanças desencorajou, esta segunda-feira, os empresários a recorrerem a intermediários para o pagamento da dívida pública, alertando que tal prática pode acarretar riscos e resultar em situações prejudiciais.
Vera Daves de Sousa alertou que caso o intermediário seja alguém do Ministério das Finanças este será devidamente responsabilizado.
Acrescentou que, no caso de terceiros sem vínculo institucional, os empresários correm o risco de serem enganados o que poderá atrasar ou até comprometer a regularização da dívida.
“Aguentar firmes, respirar fundo e vamos resolver. Temos de admitir que às vezes demora, cria constrangimentos, perturbações e mexe com a tesouraria das empresas, mas evitem atalhos”, reforçou.
Admitiu que Angola ainda está longe das recomendações internacionais quanto à percentagem destinada ao sector Social no Orçamento Geral do Estado (OGE) e defendeu ser possível fazer melhor.
“É possível fazer melhor, é possível dedicar uma parcela ainda maior do orçamento na Educação e Saúde, mas temos consciência de que vamos conseguir fazer à medida que formos capazes diversificar a economia”, vincou a ministra das Finanças, que falava no espaço “Conversas 100 Makas” conduzido pelo jornalista e economista, Carlos Rosado de Carvalho.
Vera Daves de Sousa explicou que o alcance desta meta dependerá do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e do aumento das receitas fiscais, factores que poderão criar maior margem orçamental, reduzir a pressão sobre o endividamento e permitir o reforço da despesa social.
“Por isso, temos de ser assertivos nas escolhas dos projectos que financiamos. A qualidade da despesa é fundamental, o que exige o empenho e a responsabilidade de todos”, acrescentou.
