Os membros do Comité Central da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), solicitaram ao presidente do partido, Nimi-a-Nsimbi, para ser “exímio” cumpridor dos estatutos da organização com a elevação política, que vai conduzir a renovação da sua confiança política a fim de “navegarem juntos rumo ao VI Congresso Ordinário, que terá lugar este ano”.
“Ao irmão Nimi-a-Nsimbi, presidente da FNLA seja exímio cumpridor dos estatutos da organização com a elevação política, que vai conduzir a renovação da confiança política a fim de navegarem juntos rumo ao VI Congresso Ordinário, que terá lugar este ano”, disse esta terça-feira, 27, em conferência de imprensa, Ndonda Nzinga, que leu a posição dos membros do Comité Central.
“Foi dada uma moratória de um mês para a convocação de nova reunião, sob pena de destituição. Hoje são passados 04 dias, desde que terminou a referida moratória para o anúncio ou não da realização da reunião aludida, já convocada pelo próprio presidente as coisas não andam”, acrescento, Nodonda Nzinga.
Os membros do Comité Central lamentam que, o presidente do partido continua “irredutível e inflexível”, prosseguindo com a sua acção de arrastar as reuniões e bloquear o funcionamento do partido, com intuito de inviabilizar a preparação e a realização do VI Congresso Ordinário.
“A Unidade e reconciliação interna da FNLA é uma miragem. O presidente instituiu a ditadura no lugar da democracia e da são convivência. Faz acrobacia no cumprimento das exigências estatutárias com a falta de regularidade na convocação e realização das reuniões dos órgãos centrais do partido, má gestão dos recursos atinente à FNLA e não realização de actividades de massa”, referiu.
De acordo com Ndanda Nzinga, os últimos desenvolvimentos no seio do partido mereceram da parte dos membros do Comité Central uma “profunda reflexão”, em virtude da agudização da situação interna, provocada pelo presidente, que tem vindo a arrastar indefinidamente a realização da reunião do Comité Central.
“Somos por dever de consciência de salvar a FNLA, instrumento de combate que se formou, cresceu e se fortaleceu na longa, dura e difícil luta pela conquista da independência nacional” destacou o político frisando que defende a necessidade de “repensar um partido, capaz de responder às exigências que lhe são postas pela história”.
Para Ndonda Nzinga, hoje todos os sectores do partido conclamam por um programa prático que possa concorrer para a estabilização da organização e para o equilíbrio do processo democrático no país.
“Estamos convencidos que a vitória total da democracia angolana será irremediavelmente impossível ou incompleta sem o concurso da histórica FNLA. Para tal, ela (a FNLA), não pode transgredir de um principio sagrado nos termos do qual, deve e tem de necessariamente ser uma força política democrática e moderna”, notou.
Refira-se que a liderança é acusada de adiar reuniões convocadas, conceder férias coletivas sem consenso do Bureau Político e má gestão estatutária. Nimi-a-Nsimbi negou as acusações, alegando que a convocação do congresso está dentro do prazo e atribuiu a crise a uma campanha de membros influentes para fragilizar a sua liderança.
O líder da FNLA justificou o adiamento de reuniões com as “enormes dificuldades” financeiras resultantes do valor mensal recebido do Governo.
