Juiz não aceitou o pedido para que o ex-presidente recupere em casa após a cirurgia.
A nova cirurgia a que o ex-presidente Jair Bolsonaro precisa de ser submetido para remoção de duas hérnias inguinais, a sétima operação desde 2018, transformou-se num novo embate entre os seus advogados e médicos e o juiz Eduardo de Moraes, que em setembro o condenou a 27 anos e 3 meses de prisão.
Bolsonaro, recorde-se, cumpre pena numa cela da Polícia Federal em Brasília há um mês e o juiz considera que a saída dele da prisão para ser operado representa um elevado risco de fuga.
Moraes autorizou a cirurgia na sexta-feira após a Polícia Federal confirmar a necessidade em laudo oficial, já que o magistrado não acreditou num outro feito por médicos particulares, mas determinou que os advogados de Bolsonaro marquem a data do procedimento e lhe comuniquem, para análise dele e parecer da Procuradoria-Geral da República, após os quais dará a palavra final.
Os advogados e os médicos do ex-presidente alegam que essa exigência é inviável, pois há muitos procedimentos prévios hospitalares a serem adotados, além de que a equipa médica que vai realizar a cirurgia tem de viajar de São Paulo para Brasília e, da forma que Moraes quer, há risco de tudo ter de ser anulado se o magistrado demorar ou não concordar com a data.
O juiz também não aceitou o pedido para que o ex-presidente se recupere em casa após a cirurgia. Moraes determinou que, assim que tiver alta hospitalar, Bolsonaro deverá voltar para a cela e fazer lá a recuperação, tendo garantido livre acesso dos seus médicos.

