Primeiro-ministro britânico luta para salvar o cargo

Líder trabalhista escocês pediu a demissão de Keir Starmer por “erro de julgamento” na nomeação de amigo de Epstein.

CM

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, mostrou-se esta segunda-feira “determinado” em acabar de cumprir o seu mandato, apesar das pressões de que está a ser alvo para se demitir por ter nomeado um amigo de Jeffrey Epstein como embaixador nos EUA.

Um porta-voz do número 10 de Downing Street garantiu que o chefe do Governo se mostrou “positivo, confiante e determinado em cumprir o seu mandato” numa conversa com funcionários após o executivo ter sido abalado pela demissão de dois importantes colaboradores de Starmer. No domingo, o chefe de gabinete de Starmer, Morgan McSweeney, anunciou a sua saída do cargo, assumindo “total responsabilidade” por ter aconselhado o primeiro-ministro a nomear Peter Mandelson como embaixador britânico nos EUA, em 2024, apesar de na altura já serem conhecidas as suas ligações ao bilionário acusado de tráfico sexual de menores. Já esta segunda-feira, foi a vez do diretor de comunicação do Governo, Tim Allan, que alegou querer abrir caminho à necessária renovação do gabinete.

“O primeiro-ministro foi eleito pelo povo britânico para um mandato de cinco anos para mudar o país, e é isso que pretende fazer”, assegurou um porta-voz do Governo.

Horas depois, no entanto, o líder do Partido Trabalhista na Escócia, Anas Sarwar, juntou-se ao coro dos que defendem a demissão de Starmer, isolando ainda mais o primeiro-ministro. “As distrações têm de acabar e a liderança em Downing Street tem de mudar. Foram demasiados erros”, afirmou. Também a líder da oposição conservadora, Kemi Badenoch, considerou que o PM deve “assumir a responsabilidade”. “Os conselheiros aconselham, mas os líderes é que decidem”, afimrou, sobre a nomeação de Mandelson.

Polícia investiga ex-príncipe André

A polícia britânica confirmou que está a investigar as alegações de que André Mountbatten-Windsor enviou informação confidencial do Governo a Jeffrey Epstein em 2010. Na altura, o então príncipe André era Embaixador do Comércio do Reino Unido e, de acordo com os ficheiros do caso Epstein, enviou ao bilionário vários relatórios confidenciais sobre uma visita que realizou ao Sudeste Asiático.

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