Proposta de Lei do Morro do Moco alcança consenso no Parlamento para um arranjo que respeite a designação científica de serra

A deputada Esperança da Conceição, afirmou esta quarta-feira, 10, o debate na especialidade da Propostas de Lei que criam as Áreas de Conservação do Morro do Moco (Huambo) e da Serra do Pingano incidiu, sobretudo sobre a denominação científica e popular do Morro do Moco, sublinhando que foi alcançado consenso para um arranjo que respeite a designação científica de serra e, ao mesmo tempo, a forma como é conhecida pelas populações locais.

“As  duas leis visam reforçar a sustentabilidade e o melhor aproveitamento dos recursos naturais, criando zonas de protecção que garantam a preservação das espécies existentes, com contributos considerados positivos por parte dos deputados envolvidos no processo”, disse  a deputada.

A Serra do Pingano, localizada entre os municípios do Uíge, Quitexe, Ambuíla e Songo, é uma área de alta biodiversidade no norte de Angola com cerca de 60 km de extensão e 2.838 km² de área, prestes a ser oficializada como zona de conservação nacional. Conhecida pelo seu “pulmão verde” e cascatas, abriga florestas húmidas tropicais, espécies raras (como elefantes) e destaca-se pelo seu valor científico e turístico, funcionando como refúgio de biodiversidade. 

O Morro do Moco, situado na província do Huambo, é o ponto mais alto de Angola, elevando-se a mais de 2.620 metros de altitude. Eleito uma das 7 Maravilhas Naturais de Angola, é um local de grande importância ecológica e turística, conhecido pela sua biodiversidade, florestas de montanha e ideal para atividades como trekking e voo livre. 

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