O Serviço de Investigação Criminal (SIC) apresenta hoje publicamente três suspeitos de envolvimento no assassinato de Joélson Serafim Hebo Capita, sobrinho do jornalista Quingila Hebo.
Ao Radar Informativo, o director de comunicação institucional e imprensa do SIC-Luanda, superintendente-chefe Fernando de Carvalho, realçou que na sequência do crime em que foi vítima Joélson Serafim Hebo Capita, de 20 anos, o SIC-Luanda empreendeu uma investigação que culminou na detenção dos três indivíduos.
“No dia 19 de julho, os operacionais do SIC-Luanda, tomaram conhecimento da existência de um cadáver na Morgue Central de Luanda, que depois de investigações aferiu-se tratar- se do cidadão que em vida se chamou Joélson Serafim Hebo Capita, de 20 anos, estudante, com fortes evidências de espancamento”, descreve Fernando de Carvalho ao Radar Informativo.
O oficial adianta, que levantou-se uma investigação dirigida que vislumbrou o desaparecimento da vítima do seu seio familiar já desde o dia 13 do mesmo mês.
“Os nossos operacionais, incansáveis e na intenção de se trazer a verdade dos factos, apuraram que tudo terá acontecido um dia depois do seu desaparecimento, por volta das 02:00 da madrugada, no interior de uma residência, localizada no Município de Viana, bairro Vila Nova.
Deste modo, de acordo com Fernando de Carvalho, no dia em que se deu o seu desaparecimento, no período da manhã, “a vítima se encontrava em casa, precisamente na rua da Brigada, bairro Rangel, com demais familiares, quando recebeu uma chamada telefónica de um grupo de amigos todos residentes no bairro Luanda Sul, município de Viana, convidando-o para uma partida de futebol, o que, de facto, se veio a realizar. No término do jogo entenderam confraternizar em um dos bares nos arredores, chegando, a vítima, a consumir doses exageradas de bebidas alcoólicas… Por volta das 00:00, já completamente fora de si, os amigos resolveram levá-lo à residência de um outro amigo, que no percurso, por qualquer situação, chegou a distanciar-se dos demais, tendo sido a última vez que foi visto em vida”, explica, salientando que, depois de tanta procura, veio a ser encontrado morto, pelos familiares, na Morgue Central de Luanda, com graves sinais de violência.
“Averiguou-se então que, após ter se distanciado dos amigos, teria a vítima andando à deriva, introduzindo-se acidentalmente em uma residência, onde foi confundido por marginal e ali mesmo barbaramente agredido pelos moradores da residência e vizinhos, borrifando-o com gasolina facto que só agravou o seu estado levando-o a morrer a caminho de uma Unidade Hospitalar”, descreveu, sublinhando, que o vídeo que reporta a acção bárbara foi divulgado nas redes sociais, o que também auxiliou para a determinação, identificação e posterior detenção de alguns implicados.