O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, anunciou que o seu partido leva ao Comité Permanente para o debate, este fim-de- semana, em Luanda, o “Pacto de Estabilidade”, que não envolve uma partilha de poderes.
“Espero que até na próxima semana, teremos um documento definitivo aprovado, para podermos com a sociedade ajudarmos uma melhor Angola”, disse aos jornalistas, o líder da UNITA, durante uma audiência com encarregada de Negócios da embaixada dos Estados Unidos da América em Angola, Shannon Cazeau.
Segundo Adalberto Costa Júnior, o seu partido pretende um pacto de estabilidade, que possa trazer garantias de abordagem dos processos eleitorais em ambiente de democracia, de estabilidade, para garantir que o período pós-eleitoral é isento de conflito e violência.
Para o Presidente da UNITA, “o pacto não envolve uma partilha de poderes, uma partilha de negócios entre nós, de interesses materiais. Tem nada a ver com isso”.
Durante a audiência, o dirigente abordou preocupações relacionadas com o actual momento político nacional, referindo-se à tramitação de propostas legislativas na Assembleia Nacional que, no seu entendimento, podem colocar em causa direitos constitucionais.
“Um sonho não é uma garantia num momento em que temos leis a virem para a Assembleia a criminalizar direitos constitucionais”, afirmou, defendendo maior empenho coletivo na construção de “uma melhor Angola”.
O presidente da UNITA destacou que os Estados Unidos veem Angola como um parceiro relevante, reconhecendo, contudo, o pragmatismo da atual administração norte-americana, sobretudo no que diz respeito à defesa das empresas e do mercado.
“Sobre esta matéria, nós não temos absolutamente nada contra”, declarou.
Para o dirigente, a competição empresarial é saudável e pode representar uma oportunidade para Angola, especialmente nos domínios da tecnologia, do financiamento e da criação de empregos.
Reagindo recentemente o “Pacto de Estabilidade, o MPLA, na voz do seu deputado, João Mpilamosi, considerou que a proposta de pacto avançada pela UNITA, pode estar a carregar uma intenção política implícita.
De acordo com o deputado, a UNITA ao falar em pacto antes da realização das eleições, pode estar a projectar uma vitória antecipada ou, em alternativa, a preparar um discurso de contestação caso os resultados não lhe sejam favoráveis.
“O pacto não é problema se estiver dentro das normas constitucionais. O problema é insinuar, antes do tempo, um cenário de fraude ou instabilidade”, advertiu.

