A Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) insiste na consagração do 15 de Março como feriado nacional em Angola, defendendo que esta data, que marca o início da luta armada pela UPA no norte em 1961, é o verdadeiro marco histórico da resistência colonial, superando a narrativa oficial do 4 de Fevereiro.
“Nós continuamos a dialogar com algumas pessoas do MPLA. Eles estão convencidos de que o início da luta armada é o 15 Março”, disse o nacionalista Ngola Kabango, frisando que a exigência visa o reconhecimento oficial da sua dimensão histórica.
“O 15 de Março de 1961 é o ponto de partida real da guerra de libertação contra Portugal, sendo, portanto, a data que dá conteúdo à luta armada”, acrescentou.
Enquanto o governo angolano (MPLA) valoriza o 4 de Fevereiro (assalto às cadeias de Luanda) como o início da luta armada, a FNLA (sucessora da UPA) defende que o 15 de Março é a data fundadora da verdadeira resistência.
Ngola Kabango realçou que com a fundação do seu partido em 1962, foi constituído o histórico Governo Revolucionário de Angola no exílio, GRAE, sob recomendação da extinta OUA , reconhecido por 32 países africanos e por alguns asiáticos, com a garantia e simpatia dos Estados Unidos da América e muitos países europeus.
“Aquela foi a primeira grande vitoria diplomática da FNLA, que abalou mesmo o regime fascisto – colonial”, disse.

