A crise actual na Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), intensificou-se com a existência de duas comissões preparatórias rivais para o VI Congresso Ordinário marcado para os dias 23 a 25 de Setembro deste ano, que levou militantes a entregarem uma carta ao Tribunal Constitucional para pedir celeridade na resolução dos recursos apresentados.
O partido encontra-se dividido devido à formação de duas alas: uma afecta à actual direcção de Nimi a Nsimbi e outra de oposição, que exige a convocação urgente do Comité Central e transparência no cumprimento dos estatutos.
Nimi a Nsimbi rejeita a existência de divisões estruturais, apontando o dedo ao antigo dirigente Ngola Kabangu como financiador das tensões.
Por outro lado, militantes queixam-se de falta de diálogo e acusam a liderança de agir fora da legalidade estatutária.
Recentemente o Comité Central da FNLA decidiu remeter também ao Tribunal Constitucional de Angola um conjunto de acusações internas relacionadas com alegadas violações dos estatutos do partido e falta de capacidade de liderança por parte da actual direcção.

