Abel Chivukuvuku, líder do partido PRA-JA Servir Angola, defende que o desenvolvimento de Angola exige reformas estruturais profundas, o fim da centralização do poder e o regresso do diálogo político alargado. Com os olhos postos nas eleições gerais de 2027, o político que este na cidade de Caxito, província do Bengo, defendeu uma reforma “profunda” da Constituição das estruturas governativas.
O objectivo, segundo ele, é garantir maior transparência na gestão pública, equilíbrio na distribuição de recursos e um controlo mais eficaz do poder por parte dos cidadãos.
Chivukuvuku preconiza a criação de um Governo inclusivo que integre diferentes forças políticas e a sociedade civil para desenhar o futuro de Angola.
Abel Chivukuvuk reafirmou com forte convicção que vai vencer as eleições gerais de 2027 e garantiu estar que o seu projeto prevê dois mandatos consecutivos (10 anos) para resolver os problemas estruturais de Angola, como a pobreza, o desemprego, a saúde e a educação.
“Em 2027 vamos aguentar. Quem está a pensar que o Mano Abel vai ficar cansado está enganado”, afirmou, dirigindo-se aos militantes.
Sobre os seus habituais contactos directos com as populações, explicou que a proximidade não é um simples hábito pessoal: “Quando as pessoas me veem andar, conversar com as pessoas, dizem-se que o Mano Abel gosta só muito de andar a pé, andar ali. Não! É para sentir o sofrimento das pessoas.”
O político angolano deixou ainda claro que as suas ambições ultrapassam um único mandato. Segundo Chivukuvuku, chegar ao poder em 2027 é apenas o primeiro passo de um projecto mais alargado, que exigirá dois mandatos consecutivos — num total de dez anos — para conseguir resolver de forma consistente os problemas estruturais do país.
“Vamos pedir dez anos para, em dois mandatos, resolvermos o problema da pobreza, do desemprego, do ensino de qualidade, da saúde e da qualidade”, declarou perante os apoiantes reunidos em Caxito. No final do encontro, o líder do PRA-JÁ voltou a insistir que não está cansado e apelou ao voto no partido nas eleições de 2027.
