Líder do “Galo Negro” desafia comunicação social a promover debates entre candidatos às eleições de 2027

O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, desafiou a comunicação social angolana, em particular a estatal, a promover debates directos entre os principais candidatos à Presidência da República nas eleições gerais de Agosto de 2027, defendendo que os eleitores devem ter a oportunidade de comparar propostas e avaliar os concorrentes.

Numa publicação sobre debates eleitorais, segundo o CLUB-K, o líder do maior partido da oposição estabeleceu um paralelo com o Brasil, onde, segundo referiu, assistiu a um confronto televisivo entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, considerando o exercício um exemplo de escrutínio público numa democracia.

“É este o modelo que queremos para Angola para as eleições de Agosto de 2027”, afirmou Adalberto Costa Júnior, que se declarou disponível para participar num debate directo sobre os problemas do país.

O dirigente da UNITA apelou à comunicação social para que cumpra o seu papel sem, no seu entender, proteger o poder político ou privilegiar determinados candidatos. Defendeu igualmente que os responsáveis governamentais devem permitir maior independência dos órgãos de comunicação social e aceitar o confronto público de ideias.

“A democracia não se faz com candidatos escondidos, mas com ideias expostas”, escreveu, acrescentando que os eleitores precisam de candidatos confrontados com a verdade, em vez de concorrentes apenas promovidos pelos meios de comunicação.

Na mesma publicação, Adalberto Costa Júnior afirmou que Angola realizou cinco eleições presidenciais e legislativas desde 1992 sem que tenha ocorrido um debate público directo entre os principais candidatos à Presidência da República.

A declaração surge a menos de um ano das eleições gerais previstas para Agosto de 2027, num contexto em que a realização de debates eleitorais poderá colocar em evidência as propostas dos concorrentes em matérias como a economia, o emprego, a educação, a saúde e a governação.

O presidente da UNITA concluiu a sua mensagem com um apelo à realização de debates eleitorais, associando a iniciativa à transparência, ao pluralismo e ao direito dos cidadãos de conhecerem e confrontarem as posições dos candidatos antes de exercerem o seu direito de voto.

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