Dirigentes da antiga comissão instaladora do projecto político partido da Aliança Nacional Republicana (ANR), que têm sido perseguidos politicamente, pedem socorro ao Executivo angolano, Nações Unidas e União Europeia para que intervenham neste sentido.

Os membros visados da referida comissão, José Rodrigues Baião e o vice-presidente Nsimba Nsiala Afonso, pedem ainda ao Tribunal Internacional e os demais organismos vocacionados na matéria.

“Apelamos às instâncias nacionais e internacionais que se batem pela defesa dos Direitos humanos, no sentido de intercederem junto das autoridades angolanas para se pôr cobro a presente situação que dura faz tempo crítica e bastante perigosa”, apela à família dos visados.

Nsimba Afonso, segundo apurou o Radar Informativo, foi mesmo obrigado a refugiar-se na Europa, face a perseguidores afectos ao regime, sendo que o primeiro José Rodrigues Baião teme pela integridade física.

De referir Nsimba Nsiala Afonso foi dado como desaparecido em meados do ano passado, ambos foram implicados na greve dos taxistas em julho de 2025, quando estes afirmam não terem nada haver com os reclamantes dos Azul e Branco.
O foragido Nsiala Afonso tem uma consultoria de contabilidade e gestão, bem como acção de formação técnico-profissional na área.
“Neste momento os seus negócios encontraram-se comprometidos da a sanha persecutória por que passou, circunstância que compromete a sua gestão e consequentemente o sustento da sua família”, protesta um membro da família ao Radar informativo.
Alguns analistas políticos acreditam que, o ambiente de perseguição política vigente, tende agravar-se à medida que se aproxima as eleições em agosto de 2027.
Uma fonte ligada a defesa e segurança, diz que denunciar esta perseguição junto das entidades competentes, é o passo mais eficaz para garantir a sua segurança jurídica e física, permitindo que as autoridades apliquem medidas de coação ou restrição ao agressor.
“Ninguém pode ser privado dos seus direitos, perseguido ou isento de obrigações por motivo de convicção filosófica ou política. Esta garantia fundamental está expressamente protegida no Artigo 41.º da Constituição da República de Angola”, disse a mesma fonte.
Segundo ele, a Lei angolana protege os cidadãos contra qualquer tipo de discriminação ou retaliação baseada em ideologias, garantindo que o exercício da cidadania ocorra de forma livre e segura.
