O presidente do PRAJA-Servir Angola disse que os angolanos vivem um cenário socioeconómico desafiador, com uma grande parte da população a enfrentar dificuldades significativas.
“Existe uma forte disparidade entre as zonas urbanas e rurais, com grande parte da população sem acesso adequado a água, eletricidade, saneamento básico e saúde”, disse Abel Chivukuvuku, aos vendedores do mercado dos Correios, no município de Kilamba Kiaxi.
De acordo com o político, apesar de o país ser rico em recursos naturais e possuir uma das maiores economias de África, a distribuição de riqueza e o acesso a serviços básicos permanecem como grandes desafios, resultando num alto índice de sofrimento social.
Segundo o líder do PRAJA-SERVIR Angola, o Governo é o principal responsável pela falta de melhorias significativas na qualidade de vida da população.
“A pobreza multidimensional atinge mais da metade da população, com grande parte a sobreviver do comércio informal. A situação piorou, com as pessoas a depender de contentores de lixo para alimentação”, lamentou.
Apesar do potencial de recursos naturais, a disparidade social e a corrupção são apontadas, pelo Abel Chivukuvuku, como causas estruturais que impedem a melhoria da qualidade de vida.
Refira-se que o PRA-JÁ Servir Angola, liderado por Abel Chivukuvuku, foi oficialmente legalizado pelo Tribunal Constitucional de Angola em 9 de outubro de 2024.
Após anos de tentativas e rejeições (desde 2019), o partido obteve reconhecimento, tornando-se a 13ª formação política legalizada no país.
O Tribunal Constitucional aceitou o processo após a submissão de novas declarações de aceitação em Setembro de 2024.
