A importação de 1,02 milhões de toneladas métricas de combustíveis líquidos, no primeiro trimestre de 2026, custou 817 milhões de dólares durante primeiro trimestre de 2026, aos cofres do Estado. Segundo a SONANGOL, neste período registou uma redução de 23% nas aquisições globais face ao período anterior.
“De Janeiro a Março de 2026 foram adquiridas e comercializadas um milhão 022 mil 408 toneladas métricas, sendo 52,4% de gasóleo, gasolina (32,9%), fuel ordoil (6,1%) MGO (3,8%), Jet A1 (3,4%) e petróleo iluminante com 1,4 por cento”, refere a SONANGOL.
O director-geral do Instituto Regulador dos Derivados do Petróleo (IRDP), Luís Alves Fernandes, que fez o balanço referiu que Refinaria de Luanda contribuiu com 15,9% do volume total, um desempenho condicionado pela paragem programada para manutenção, iniciada a 15 de Fevereiro, enquanto o Topping de Cabinda (Cabgoc) assegurou os restantes 1,4%.
“Combustíveis líquidos e a quota de mercado No que diz respeito às vendas e quota de mercado, a Sonangol Distribuição e Comercialização mantém a liderança com 60,8%, seguida pela Pumangol com 21,3%, Sonangalp (8,0%), TotalEnergies (7,2%) e a Etu Energy com 2,7 por cento das vendas”, disse o responsável.
“No segmento dos combustíveis gasosos, foram introduzidas no mercado interno 108 milhões 865 de Gás de Petróleo Liquefeito (GPL). A fábrica Angola LNG foi a principal fonte de aprovisionamento, tendo garantido 82,8% do volume total”, acrescentou.
As vendas de gás registaram um decréscimo de 13,5% comparativamente ao último trimestre de 2025 ea capital do país, Luanda, mantém-se como o maior centro de consumo, absorvendo 53,1% do total nacional, seguida pelas províncias de Benguela (9,9%) e Huíla (7,0%).
Os dados indicam que a Sonangol Gás e Energias Renováveis domina este mercado com uma quota de 78%.
Lubrificantes e capacidade de armazenagem No período em referência, o país comercializou cerca de 9 mil 706 ™ de lubrificantes, dos quais 13,4% do total são da produção nacional, contra 86,6% de produtos importados.
Ao nível das infra-estruturas, Angola dispõe de uma capacidade instalada de armazenagem em terra de um milhão 269 mil 695 m³ (metros cúbicos), dos quais milhão 155 mil 968 m3 estão destinados a combustíveis líquidos.
O aumento da capacidade de armazenamento de GPL (gás de cozinha) foi impulsionado pela entrada em funcionamento do Terminal Oceânico da Barra do Dande (TOBD), elevando a capacidade para 113 milhões 727 Toneladas Métricas (™).
No final do trimestre, o país contava com mil 221 postos de abastecimento, dos quais 933 em operação. Os agentes privados detêm a maior fatia da rede de retalho, com 44,8% dos postos operacionais.
