Um oficial da Brigada de Informação do município do Sambizanga, em Luanda, efecto a Polícia Nacional (PN), acusou o chefe do Serviço Provincial de Informações Policiais de “obrigar e de ter cobrado indevidamente os efectivos a contribuírem com valores monetários que variam de 5 a 50 mil Kwanzas para a realização da festa de comemoração do 6º aniversário do DINFOP-Luanda”.
Manuel Sabrita
Ao Radar Informativo, o Inspector Simão Lambula, explicou que os efectivos das Brigadas de Informações Policiais do Comando provincial de Luanda trabalham em condições degradantes, “muitos não tem secretarias, não existe computadores, nem internet. Os efectivos tiram dinheiro dos seus bolsos para fazerem os trabalhos operacionais e investigativos. Mas o órgão dispõe de verbas. Alguém anda a se beneficiar. E tem prejudicado a maioria. Isso acontece por falta de fiscalização rigorosa da inspecção do Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional’’, lamenta.
O oficial afecto a Brigada de Informação do município do Sambizanga, denunciou o chefe do Serviço provincial de Informações Policiais, de “obrigou os efectivos para contribuírem com valores monetários que variam de 5 mil a 50 mil Kwanzas para a realização da festa de comemoração do 6º aniversário do DINFOP Luanda que se realizou no sábado,11”.
“Isso é absurdo e constitui um ilícito criminal. A secção provincial dos Serviços de Informações é orçamentada. Como é possível uma instituição que tem verbas para este tipo de eventos, obrigam os efectivos a contribuir? Aonde vai o dinheiro orçamentado? Pretendemos uma inspecção isenta para que os seus responsáveis sejam responsabilizados criminalmente. Assim como sancionarem de acordo com o regulamento disciplinar da Polícia Nacional. Os chefes das brigadas de Luanda são viciados no dinheiro e obrigam os efectivos a fazer contribuições para qualquer evento. Até para comprar água tem que sair no bolso dos agentes. Não explicam aonde vai parar as verbas’’, enfatiza.
Contactado na última quinta-feira 9, o porta-voz da Polícia Nacional em Luanda Superintendente-Chefe Nestor Goubel, não obtivemos êxitos. Uma fonte ligada a inspecção do Comando Provincial de Luanda, confirmou, que receberam denúncias de cobranças de valores aos seus efectivos para participarem numa festa de confraternização, “isso é ilegal, constitui um acto criminal. Quem está a frente dessa situação será responsabilizado”, relata, sublinhando que a “Secção provincial de informações não pode fazer cobranças aos seus agentes”.
“Temos informações que obrigaram os inspector, sargento e agentes pagarem dinheiro. Isso constitui roubo e não é do conhecimento do comandante provincial’’, afirma.
A Direcção de Informações Policiais da Polícia Nacional (DINFOP), assinalou na última segunda-feira 6, o seu 6º aniversário da criação daquele departamento com foco no reforço da inteligência policial e na prevenção criminal
O director -adjunto do DINFOP, Superintendente-Chefe Cláudio António Tchivela, reafirma o compromisso do seu órgão com o fortalecimento da inteligência policial e da segurança pública.
Considera que o 6º aniversário, representam um período curto, mas suficiente para consolidar a visão estratégia de reforço ao combate à criminalidade organizada, à ciber-segurança aos crimes tecnológicos e à prevenção proactiva. Esclarece que o DINFOP investiu fortemente na formação contínua, na humanização dos serviços e no respeito rigoroso à Constituição e às leis do país, com o objectivo de adoptar a corporação de ferramentas analíticas e operacionais capazes de responder a uma criminalidade cada vez mais organizada, transnacional e tecnológica. Enalteceu que os resultados alcançados desde a criação do órgão é satisfatório, e destacou o empenho dos operacionais, que continuam a pautar-se por uma conduta ‘’com elevado sentido de patriotismo, discrição, lealdade, integridade, abnegação e espírito de sacrifício’’, disse, tendo acrescentado, ‘’exorto-vos a permanecerdes firmes no vosso compromisso com a farda, com a corporação e com a defesa do Estado Democrático de Direito’’, exorta.
O oficial elogiou os especialistas, analistas e operacionais em todo o território nacional que, muitas vezes com sacrifício da vida familiar, se dedicam a recolher, processar e transformar dados em conhecimentos útil para garantir a ordem e a tranquilidade pública.
A cerimónia foi marcada por um ambiente de confraternização e momentos culturais, serviu também para estreitar os laços de união e camaradagem entre os profissionais. O evento contou com a presença de membros do conselho consultivo alargado do DINFOP, oficiais superiores da Polícia Nacional e convidados.
