O partido no poder aludiu esta quinta-feira, 23, que o seu Grupo Parlamentar do MPLA, não cauciona leis que visam atribuir poderes a quem o povo negou nas urnas, porque isso seria subverter os valores da democracia.
“O Grupo Parlamentar do MPLA, enquanto organismo nacional de um partido responsável, não pode pactuar com iniciativas que coloquem, nas leis, soluções calculistas, para as pôr à jeito de interesses concretos de conveniência do momento, ou que atribuam estatuto de menoridade aos órgãos constitucionalmente consagrados, diminuindo as suas competências, para as distribuir a terceiros, inclusive a estrangeiros” diz uma declaração política do Grupo MPLA aparentada durante a cerimónia.
A reacção do MPLA surge na sequência, do debate na generalidade das Propostas de Lei da iniciativa da UNITAS, do Exercício do Direito de Oposição Democrática, da Observação Eleitoral e dos Partidos Políticos.
O Grupo Parlamentar do MPLA defende que, as leis, devem sempre agregar valor à sociedade e contribuir para a melhoria da vida dos cidadãos, para o reforço das instituições, e para a consolidação da democracia.
Relactivamente às viagens do Presidente da República, o MPLA diz que a diplomacia é um espaço onde se projecta o destino de uma Nação.
Por esta razão, o MPLA considera que a diplomacia do Presidente da República, é “uma missão de responsabilidade histórica, para projectar o destino da nação, construir pontes, firmar compromissos, mobilizar financiamentos e atrair investimento estrangeiro, directo”.
“Cada viagem oficial traduz-se em resultados concretos: mais fábricas, mais escolas, mais hospitais, mais empregos e mais dignidade para o povo angolano”, diz o MPLA.
O partido no poder desqualifica a “narrativa demagógica” que, indevidamente, equipara a acção diplomática do Presidente João Lourenço ao turismo.
“O verdadeiro “turista político” é aquele que, sem responsabilidade, percorre o país e as redes sociais a distorcer factos, a atacar a imagem de Angola e a vender ilusões, sem apresentar soluções”, diz o MPLA.
