O general na reforma Higino Carneiro refirmou, esta quinta-feira, 23, a intenção de se candidatar à presidência do MPLA, no âmbito do próximo congresso do partido, apelando ao apoio dos militantes para a formalização da sua candidatura.
“Na sequência da convocação do nosso Congresso, considero ser meu dever dirigir-me a todos vós para reafirmar, com sentido de responsabilidade e compromisso, a minha intenção de me apresentar como candidato à Presidência do MPLA, tão logo estejam reunidas as condições formais para o efeito”, escreveu hoje Higino Carneiro na sua pagina de faebbok.
“Dirijo-me, por isso, a cada militante, em particular à base que sustenta o nosso partido, para apelar ao vosso apoio na subscrição desta candidatura.
Esta não é uma candidatura de ambição pessoal, mas sim um compromisso colectivo com o futuro do MPLA e de Angola”, acrescentou.
O político referiu que a sua proposta assenta emdemocratizar ainda mais a vida interna do Partido, modernizar o MPLA, ajustando-o às exigências dos tempos actuais e aos desafios do futuro.
Tornar o MPLA o instrumento mais importante da sociedade civil angolana, reforçando a sua ligação com o povo e a sua capacidade de resposta às aspirações nacionais, unir a grande família MPLA, dentro e fora do país, sem exclusões, porque todos contam e todos são necessários e valorizar o militante de base, conferindo dignidade e atenção prioritária às estruturas locais, fazem parte da proposta do político.
Higino Carneiro defende a preparação do partido para vencer, com confiança e organização, as eleições gerais de 2027.
“Apelo igualmente a todos os camaradas para que este processo orgânico decorra de forma exemplar, transparente e credível”, diz Higino Carneiro, frisando que precisam de um congresso que reforce a coesão interna e nos prepare, com solidez, para os desafios que se avizinham.
No final deste percurso, segundo o político, o mais importante será o respeito pelas escolhas de cada militante e é esse respeito que deve nortear todo o processo.
“Devemos evitar ataques, divisões e práticas que fragilizem o partido. Qualquer que seja o camarada eleito Presidente do MPLA, precisará da união, da participação e do contributo de todos”, garantiu finalizando são todos poucos perante os desafios actuais e futuros.
“Eu quero somar, não quero dividir.Quero inspirar esperança — porque Angola precisa, mais do que nunca, de acreditar num futuro melhor”, conclui.
