António Venâncio critica a alteração da data sobre validação das candidaturas

O pré-candidato à presidência do MPLA, António Venâncio, considera como “incidente” o anúncio feito pelo coordenador, da subcomissão de candidaturas, que validou a candidatura de João Lourenço, ao cargo de presidente do partido, durante o 9º Congresso Ordinário, marcado para os dias 09 e 10 de Dezembro deste ano.

“A fase de instrução e verificação da conformidade das candidaturas deverá decorrer entre 26 de Outubro e 01 de Novembro de 2026, enquanto a divulgação oficial dos candidatos validados está prevista para o período entre 2 e 5 de Novembro”, disse esta segunda-feira, 08, António Venâncio que manifestou a sua preocupação com a alteração da data.

“Esse erro (a inestética procedimental foi infeliz, mas profundamente demolidora e propositada) causou sérios constrangimentos aos três outros pré‑candidatos, complicou a mobilização dos seus militantes, apoiantes e potenciais subscritores”, acrescentou.

Para António Venâncio “se o conflito não for dirimido internamente, com reparação imediata dos danos, o Tribunal Constitucional será chamado a intervir”.

De acordo com o pré-candidato, uma subcomissão “tão importante” e histórica na sua inédita magnitude política de gerir, pela primeira vez, em mais de 50 anos de pós‑independência, um processo de múltiplas pretensões à uma candidatura para a presidência do MPLA, não pode ser alvo de tantas reclamações.

Refira-se que a subcomissão de candidaturas da comissão nacional preparatória do IX Congresso Ordinário do MPLA já validou a candidatura de João Lourenço ao cargo de presidente do partido.

O anúncio foi feito, esta sexta-feira passada, pelo coordenador da referida Subcomissão, Job Capapinha, durante uma conferência de imprensa.

Segundo o responsável, o processo submetido cumpriu todos os requisitos estatutários e regulamentares exigidos para a candidatura ao mais alto cargo do partido. A candidatura apresentou 11.118 subscrições de militantes, número superior às cinco mil assinaturas exigidas pelos estatutos do MPLA.

Após a análise e verificação da conformidade do processo, a subcomissão apurou 10.907 subscrições válidas, correspondentes a 98,10 por cento, e 211 inválidas, equivalentes a 1,90 por cento.

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