Estado privatizou 121 activos dos 170 programados

Desde início em 2019, até o início de 2026, o Executivo privatizou no âmbito do Programa de Privatizações Integral e Parcial de Empresas Públicas, o Estado (PROPRIV)121 activos dos 170 programados, prevendo-se a conclusão dos restantes 49 até ao final do ano.

Em conferencia de imprensa, o Grupo Parlamentar da UNITA diz que, BAI – Alienação de 8,5%, após redução progressiva da participação estatal.

“A opacidade do processo contribuiu para a inclusão de Angola na lista negra e, posteriormente, cinzenta do GAFI, em 2012”, diz a UNITA sublinhando que a subavaliação patrimonial evidente, com favorecimento de terceiros, num caso paradigmático de venda de activos públicos a “amigos”, refere “A Mota Engil Angola SA – Transparência manifestamente insuficiente.

Trata-se de um dos activos mais valiosos, a par da Sonangol e da Endiama, especialmente num contexto em que o Corredor do Lobito e o transporte de minerais críticos se afirmam como focos estratégicos para as potências mundiais.

A participação da Sonangol foi alienada por um valor manifestamente subavaliado”, acrescentou. Para a UNITA “o Estado pretendia alienar 25%. Está em curso a privatização de 15% via OPI, mas o processo carece de transparência desde a nacionalização das acções dos privados até a presente data que decorre o processo da OPI. Os riscos desse processo ficar encalhado na justiça foram identificados”.

Estado nacionalizou “praticamente toda a comunicação social, sobretudo os grandes grupos como a TV Zimbo e a Palanca TV”, recuperados no âmbito do combate à corrupção, tornando o “Estado hoje mais gordo do que estava”.

Em 2023, o Estado foi forçado a revogar contratos de alienação de seis activos por incumprimento definitivo, incluindo activos do grupo Edson Drov’s, da Jep Capital e da Angola All Box.

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