Abel Chivukuvuku exige assistência urgente dos comerciantes do mercado do Kicolo afetados por incendio de grandes proporções

O incêndio de grandes proporções no Mercado do Kikolo, em Cacuaco (Luanda), ocorrido na madrugada de 08 de Outubro de 2026, reacendeu as tensões políticas em Angola, com forças da oposição, especialmente o PRAJA-Servir Angola, a exigirem um inquérito minucioso e independente para apurar as causas reais do incidente.

Diversas vendedoras e representantes locais levantaram fortes suspeitas de que o incêndio tenha sido intencional (fogo posto), contestando a versão de mero acidente.

“Estamos cá vermos de perto o vosso sofrimento e vamos levar as preocupações a quem é de direito”, começou por dizer esta sexta-feira, 23, o presidente do PRAJA-Servir Angola, Abel Chivukuvuku, que visitou o mercado.

Abel Chivukuvku aponta críticas severas à gestão pública do mercado, numa altura em que os comerciantes paguem taxas diárias obrigatórias à administração.

As vendedoras informaram ao político, que o espaço carece de infraestruturas básicas de segurança contra incêndios, redes elétricas certificadas, hidrantes funcionais e seguros contra perdas.

Este é o segundo grande incêndio a atingir a mesma área do Mercado do Kikolo num espaço de cerca de um ano (o anterior ocorreu no final de 2025), o que, segundo as vendedoras evidencia falhas graves de fiscalização, problemas internos profundos e omissão do Estado.

O Serviço de Proteção Civil e Bombeiros e as autoridades policiais continuam a investigar o caso, mas a administração local tem recusado assumir responsabilidades diretas pelas perdas financeiras dos feirantes afetados.

“Estamos preocupados porque, centenas de vendedoras choram, amargamente, a perda dos seus negócios e investimentos em consequência do incêndio de grande proporção. Ouvimos que mais de 700 bancadas no Mercado do Kikolo, foram destruídos”, alimentou exigindo a intervenção do Executivo para acudir as pessoas que perderam os seus bens.

O político considera ainda necessária uma intervenção social urgente junto das vendedoras afectadas, através do recadastramento dos comerciantes, do acesso ao microcrédito e de mecanismos de apoio às famílias que perderam as suas fontes de rendimento.

ABEL chivukuvuku conclui que a ausência de apoio aos comerciantes afectados poderá aprofundar a exclusão social e a desconfiança nas instituições, defendendo uma abordagem que associe segurança, protecção social e recuperação dos meios de subsistência.

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