Angola regista 19 novos casos de mpox nas últimas 24 horas – INIS trabalha contra o relógio para “mitigar” o caso

O Instituto Nacional de Investigação em Saúde (INIS) está a trabalhar contra o relógio nas amostras para mitigar a propagação dos surto de mpox em Angola. Nas últimas 24 horas, o Ministerio da Saúde, registou mais 19 novos casos de mpox, nas últimas 24 horas, em oito províncias do país, totalizando 107 casos ativos.

Segundo o ministério, no âmbito da vigilância epidemiológica do vírus (monkeypox) em Angola, foram registados novos casos nas províncias do Moxico Leste (5), Luanda (5), Cabinda (3), Moxico (2) e no Huambo, Icolo e Bengo, Namibe e Uíge com um caso cada.

Com os novos registos, o país contabiliza atualmente 107 casos ativos de mpox, refere-se em comunicado.

De acordo com o MINSA, no mesmo período foram registadas quatro altas médicas, nomeadamente três na província do Moxico Leste e uma em Cabinda, salientando que mantém o reforço das ações de vigilância epidemiológica, prevenção, diagnóstico, acompanhamento e resposta à mpox.

O Ministério da Saúde de Angola declarou no passado dia 10 de setembro que o país está a viver um surto de mpox, com o registo de duas mortes de um total acumulado de 442 casos confirmados, desde 2024.

o Instituto Nacional de Investigação em Saúde (INIS) esta a realizar, segundo fonte institucional, a sequenciação genômica do vírus, produzindo informação que permite conhecer melhor a sua circulação no território nacional e apoiar a tomada de decisão das autoridades sanitárias.

“Desde o início do surto de Mpox, em Abril de 2026, o INIS tem assegurado o diagnóstico laboratorial de amostras de casos suspeitos provenientes de diferentes províncias, no âmbito da resposta coordenada pelo Ministério da Saúde”, avança a fonte, salientando que as “amostras são analisadas para confirmar ou excluir a presença do vírus, sendo os resultados comunicados às autoridades de saúde para apoiar a investigação dos casos e contactos, a vigilância epidemiológica e a adopção das medidas de controlo necessárias”.

“Os resultados são analisados em conjunto com os dados epidemiológicos recolhidos pelas equipas de saúde no terreno, contribuindo para acompanhar a evolução do surto e reforçar a vigilância, particularmente nas zonas fronteiriças e em áreas com maior circulação de pessoas”.

“O trabalho desenvolvido pelo INIS demonstra como a capacidade laboratorial e científica instalada em Angola pode transformar uma amostra biológica em informação estratégica para a saúde pública (…). O processo começa com a recolha adequada das amostras pelas equipas de saúde, passa pelo diagnóstico laboratorial e, quando indicado, pela caracterização genética do vírus, permitindo disponibilizar às autoridades sanitárias dados fundamentais para a investigação e resposta”

Entre as acções previstas, segundo a fonte, “estão formações dirigidas aos profissionais da linha da frente, com enfoque em biossegurança, identificação e recolha correcta de amostras, processamento laboratorial, acondicionamento, embalagem e transporte seguro do material biológico”.

De acordo com INIS, estes procedimentos são fundamentais para proteger os profissionais, reduzir o risco de contaminação e assegurar que as amostras chegam ao laboratório de referência em condições adequadas para produzir resultados fiáveis.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *