O chefe de gabinete do governador do Banco Nacional de Angola (BNA) defendeu, esta sexta-feira,15, no fórum que junta investidores e líderes políticos e empresariais de África, mais cooperação financeira e inovação digital e bancária ao serviço também das pessoas.
Lusa
Durante um debate no África CEO Forum, que decorre quinta-feira e hoje em Kigali, Felinto Soares disse que “a visão de Angola é construir um ecossistema financeira moderno e sustentável, com um crescimento sustentável para lá do sector do petróleo”.
“Precisamos de uma cooperação mais forte entre bancos centrais, bancos comerciais, empresas de tecnologia financeira, instituições de desenvolvimento e, ao mesmo tempo, a inovação tem de ser centrada nas pessoas”, disse o responsável do BNA.
A transformação digital, afirmou, “não é só melhorar a eficiência das empresas, mas sim a vida das pessoas, e das empresas lideradas por jovens e mulheres”.
Durante o debate, que serviu essencialmente para promover a Cimeira Financeira Africana, que vai decorrer em Luanda no início de novembro, Felinto Soares vincou que “o setor financeiro é crucial para o novo ecossistema, baseado na estabilidade, inclusão e credibilidade internacional”.
O representante do Banco Central de Angola lamentou a “fragmentação dos fluxos de capital e a fraca conectividade financeira” das instituições da região.
A realização da cimeira em Luanda, o primeiro destino da África Austral, depois de Marrocos e Nigéria, “reflete a confiança crescente na economia e no progresso que Angola fez nos últimos anos”, considerou o chefe de gabinete do regulador financeiro angolano.
O objetivo do encontro, adiantou, será “que os participantes olhem para Angola de maneira diferente, não só para participar numa cimeira, mas para conhecer um país ambicioso e cada vez mais ligado ao futuro do continente em termos financeiros”.
O Fórum CEO África realiza-se este ano com o apelo a líderes empresariais, investidores, chefes de Estado e ministros do continente para adotarem uma visão partilhada: “forjar alianças através das fronteiras, partilhar riscos e capital e comprometer-se a construir campeões continentais — permitindo que África assegure um crescimento resiliente, crie empregos e reivindique o seu lugar na nova ordem global”.
