CONTRA FATOS NÃO HÁ ARGUMENTOS

“Dá até vontade de cantar: eu vi, parece mentira, mas é verdade!”

A E1 Luanda GP 2026 é uma realidade. O nosso país prepara-se para receber, nos dias 12 e 13 de Setembro, uma etapa do UIM E1 World Championship, o primeiro campeonato mundial de corridas de embarcações totalmente eléctricas. Luanda estará no calendário internacional ao lado de destinos como Mónaco, Miami, Dubrovnik e Lake Como.

Alicerce Leonardo – Turismólogo

Mais do que uma competição desportiva, este evento representa uma estratégia de posicionamento internacional do nosso país. É uma oportunidade para mostrar ao mundo a nossa Baía, a nossa capacidade de organização, o nosso potencial turístico e, sobretudo, uma Angola que pretende deixar de ser apenas espectadora dos grandes acontecimentos mundiais para assumir o seu lugar como destino de grandes eventos internacionais.

Neste capítulo, é justo reconhecer o trabalho e a visão do Ministro do Turismo, Márcio Daniel. Sob a sua liderança, o Turismo tem procurado assumir uma dimensão mais estratégica, associando promoção turística, investimento, economia azul, inovação e grandes eventos. O próprio Ministério apresenta o E1 como uma plataforma para fortalecer a marca Visit Angola – The Rhythm of Life, atrair investimento e projectar internacionalmente as potencialidades turísticas e económicas do país.

O objectivo é claro: transformar a realização do E1 numa ferramenta de promoção do nosso território nacional, capaz de gerar visibilidade internacional, estimular o turismo, atrair investidores, dinamizar hotéis, restaurantes, operadores turísticos, transportes, comércio e serviços, além de criar oportunidades para jovens e empresas nacionais.

O impacto poderá ser ainda maior se soubermos transformar o evento em legado. Não devemos limitar-nos aos dois dias de competição. Devemos aproveitar a atenção internacional para vender destinos, experiências, cultura, gastronomia, natureza e património; captar novos mercados emissores; promover o turismo náutico; estimular a economia azul e criar produtos turísticos associados ao evento. A estratégia nacional recentemente reafirmada coloca precisamente o turismo de eventos entre as frentes prioritárias para gerar emprego, dinamizar economias locais, estimular PME e atrair investimento privado.

A minha humilde recomendação é simples: que o E1 Luanda GP não seja tratado apenas como um evento que acontece no nosso território, mas como uma plataforma de negócios turísticos e de promoção internacional do nosso país como destino. Precisamos medir quantos visitantes chegarão, quanto será gerado pela hotelaria e restauração, quantos negócios serão realizados, quantos investidores demonstrarão interesse, quantos conteúdos internacionais serão produzidos sobre o nosso país e, principalmente, que oportunidades permanecerão depois de as lanchas eléctricas deixarem a Baía de Luanda. Porque contra fatos não há argumentos.

Há momentos em que um país precisa de acreditar naquilo que é capaz de fazer. E este é um deles.

A musica daquele cota agora faz sentido para mim “Eu vi. Parece mentira, mas é verdade”: o nosso país está no circuito mundial do E1.

Que venha o espectáculo.
Que venha o mundo.
E que, depois do espectáculo, fique o legado.

Parabéns, Ministro Márcio Daniel.
O desafio agora é transformar visibilidade em visitantes, visitantes em consumo, consumo em investimento e investimento em desenvolvimento.

Nós podemos. Só precisamos acreditar mais no nosso potencial.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *