Dionísio da Fonseca diz que Angola tem condições geográficas para desempenhar um papel relevante na África Austral e os mercados internacionais

O ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio da Fonseca, considerou que Angola tem condições geográficas para desempenhar um papel relevante na ligação entre o interior do continente africano, a região da África Austral e os mercados internacionais.

“O potencial dos corredores económicos não pode limitar-se às fronteiras nacionais, sendo necessária uma maior articulação entre os países africanos para facilitar a circulação de pessoas e mercadorias e promover as trocas comerciais”, disse esta segunda-feira, 28, o governante ao discursar na abertura da segunda edição do Angola Hub Transport and Logistics Summit.

“A integração regional pressupõe infra-estruturas interligadas, mecanismos de cooperação, procedimentos organizados e condições que facilitem a actividade económica”, sustentou.

Para Dionísio da Fonseca, que falava em representação do Presidente da República, João Lourenço, a melhoria da conectividade deve favorecer sectores como a agricultura, a indústria, os serviços e o comércio, criando novas oportunidades ao longo das áreas abrangidas pelos grandes projectos de transporte e logística.

Defendeu, por outro lado, a necessidade de os grandes projectos de infra-estruturas serem acompanhados com políticas de estímulo à produção nacional, transformação industrial, comércio e prestação de serviços. Para si, o investimento em infra-estruturas constitui uma condição necessária para o desenvolvimento económico, mas a sua sustentabilidade depende da capacidade de criar actividade económica, atrair empresas e gerar oportunidades.

O certame, que decorre de 28 a 30 deste mês, sob o lema “Connecting Markets, People and Opportunities”, reúne representantes governamentais, instituições financeiras, investidores e operadores económicos de vários países.

O Angola Hub Transport and Logistics Summit é apresentado como uma plataforma de diálogo entre governos, instituições financeiras, investidores, empresas e outros actores ligados ao sector dos transportes e da logística.

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