O general na reforma, Higino Carneiro, formalizou esta quinta-feira, 25, a sua candidatura à presidência do MPLA, com entrega de cerca de 19 mil assinaturas, junto da subcomissão de mandatos.
Aos jornalistas, Higino Carneiro, reconheceu que o processo da recolha das subscrições não foi fácil, uma vez que as equipas envidas foram alvos de perseguição em algumas províncias.
“O Processo não foi fácil. Numa primeira fase apresentamos mais de 10 mil subscrições e estas não foram aceites, porquemodelo das fichas de subscrição de assinaturas apresentadas, não corresponderem ao padrão oficial definido. As equipas voltaram novamente a recolher e terminamos o processo com sucesso”, disse.
O pré-candidato espera que a subcomissão de candidaturas, aprecie as subscrições e faça um trabalho com transparência, isenção e rigor.
“Tivemos muito apoio na recepção das subscrições nas províncias de Luanda, Huambo, Benguela, Bié, Kuanza Sul, Zaire e Uíge”, reconheceu agradecendo a coragem dos militantes destas províncias.
Questionado sobre o recurso apresenta recurso à Comissão Nacional Preparatória alegando desigualdade de tratamento na corrida liderança, respondeu que estas questões é fórum interno e não podem ser trazidas ao público.
Higino Carneiro mostrou surpreendido com a presença massiva da imprensa ( mais de 40 jornalistas), que foi à sede do partido, para testemunhar a formalização da sua candidatura.
Questionado se tem apoio de alguns membros da direcção do MPLA, o pré-candado disse existirem pessoas anonimas que continuam a manifestar este desejo.
Relactivamente o seu relacionamento com João Lourenço, na qualidade de Presidente da República, Higino Carneiro, disse que está na sede do MPLA para formalizar a sua candidatura e o seu líder é João Lourenço.
O pré-candidato não entrou em detalhes sobre a sua notificação de uma acusação do Ministério Público por peculato e branqueamento de capitais.
Para formalizar a candidatura à presidência do MPLA, os estatutos do partido exigem, entre outros requisitos, um mínimo de 15 anos de militância comprovada, certificado de registo criminal, biografia e moção estratégica.
As candidaturas devem ser acompanhadas de pelo menos 5.250 subscrições de militantes 250 por cada uma das 21 províncias do país.
Após a entrega, a subcomissão de candidaturas dispõe de um prazo, entre 26 de outubro e 01 de Novembro, para verificar a conformidade dos processos, sendo os candidatos notificados da validação ou rejeição entre 02 e 05 de Novembro. A campanha eleitoral interna decorre de 06 de Novembro a 07 de dezembro, antecedendo o congresso.
