Idoso detido por exploração sexual de menor — Suspeito cobrava 10 mil Kwanzas para que estranhos se relacionavam com menores em sua habitação

O Serviço de Investigação Criminal (SIC), através do Departamento de Combate ao Crime Organizado, deteve dois cidadãos com idades compreendidas entre os 55 e 60 anos, implicados nos crimes de lenocinio de menores, no bairro Vila Alice, distrito do Rangel, em Luanda.

O caso foi despoletado após, no dia 26 junho deste ano, ter comparecido nas instalações do SIC-Luanda, uma cidadã, de 54 anos, técnica de saúde, participando que a sua sobrinha menor, de 15 anos, filha da sua falecida irmã, encontrava-se ausente do ambiente familiar desde o dia 23 do mesmo mês, avança Fernando de Carvalho, director do gabinete de comunicação institucional e imprensa do SIC-Luanda.

Segundo o superintendente-chefe, após contacto mantido com algumas pessoas foi informada de que ela, a menor, teria sido vista no interior de uma residência no município do Rangel, bairro Vila Alice, pertença a um cidadão nacional.

“Seguindo os trâmites investigativos, determinou-se a referenciada residência e, de seguida, diligênciou-se até lá no sentido de averiguar os factos. No local, as autoridades identificaram o proprietário da residência, um cidadão nacional de 60 anos de idade, desempregado… Questionado pelos agentes, o suspeito negou saber o paradeiro da menor procurada”, conta.

No decurso das diligências policiais, resultaram na localização de uma outra menor, de 15 anos, que permanecia na habitação há mais de três dias.

“Segundo as investigações, a jovem era coagida pelo proprietário a manter relações sexuais com vários indivíduos, a troco de 10.000,00 Kwanzas por cada acto, estando um cidadão de nacionalidade gambiana entre os envolvidos”.

“Como se não bastasse, o implicado filmava os actos sexuais, recebia os pagamentos e aliciava as menores com pequenas quantias monetárias na ordem dos 3.000.00 Kwanzas, no caso. Assim, como base de prova apreendeu-se um telemóvel com vídeos retratando os actos de abuso sexual com menores”.

Remetidos ao Ministério Público e ao Juiz de Garantias para os procedimentos legais que se impõem, o cidadão implicado viu a sua liberdade privada, enquanto o cidadão de nacionalidade gambiana ficou em liberdade sob caução.

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