O Papa Leão XIV rezou hoje pelas vítimas das cheias em Benguela e disse, no primeiro discurso após a chegada, ao princípio da tarde, que os angolanos têm tesouros que não se vendem nem se roubam.
Lusa
O Papa, que falou num excelente português com ligeiro sotaque brasileiro, discursou no salão protocolar da Presidência da República de Angola, após uma intervenção do Presidente, João Lourenço.
Disse que veio “como um peregrino que procura os sinais da passagem de Deus por esta terra que ele ama”.
Leão XIV deixou uma oração pelas vítimas das fortes chuvas e inundações que atingiram a província de Benguela, manifestando solidariedade para com as famílias que perderam as suas casas.
“Sei também que vós, angolanos, estais unidos numa grande corrente de solidariedade em favor dos atingidos”, sublinhou, acrescentando que o povo angolano “possui tesouros que não se vendem nem se roubam”.
“Em particular, possuem uma alegria que nem mesmo as circunstâncias mais adversas conseguiram extinguir”, realçou, uma alegria “que também conhece a dor, a indignação, as desilusões e as derrotas” e que “resiste e reinará entre aqueles que mantiverem o coração e a mente livres do engano da riqueza”.
As enxurradas e as chuvas intensas registadas no passado fim de semana em Benguela provocaram 19 mortos e milhares foram obrigadas a sair de suas casas, muitas delas desabaram.
Foram afetados equipamentos sociais, dos setores da educação, água, eletricidade, estradas, pontes e ferroviário.
O governo da província de Benguela referiu, em comunicado, que em virtude da situação de calamidade que ocorreu no município de Benguela, resultante do desabamento do dique de proteção da margem esquerda do rio Cavaco, entre Camalonga e Seta, “foram registados danos de extrema gravidade em diversos bairros”.
