Oito marinheiros que combateram no Irão tentaram suicidar-se

Navio USS Abraham Lincoln passou um tempo recorde ininterrupto de mais de 260 dias no mar.

Oito militares norte-americanos pertencentes ao grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln tentaram suicidar-se durante a prolongada missão do navio no Médio Oriente, segundo a Marinha dos EUA.

A informação foi revelada numa carta enviada pelo secretário interino da Marinha, Hung Cao, à senadora Kirsten Gillibrand, que tinha questionado as condições vividas pelos militares durante a missão. A Marinha esclareceu que não houve mortes por suicídio durante a missão. As oito tentativas dizem respeito ao conjunto do grupo de ataque e incluem elementos da tripulação do porta-aviões, da sua ala aérea, das equipas de comando, dos contratorpedeiros de escolta e de outros esquadrões de aviação. O USS Abraham Lincoln passou 286 dias consecutivos no mar, num período de operações militares relacionado com a guerra entre os EUA e o Irão. A missão, inicialmente prevista para ser mais curta, acabou prolongada, aumentando as preocupações sobre o desgaste físico e psicológico dos militares.

Durante a missão foram também registados problemas relacionados com o abastecimento e as condições a bordo. A Marinha reconheceu atrasos na reposição de produtos de higiene, falhas em canalizações e uma redução temporária das opções de refeições durante períodos de operações mais intensas. Em agosto, um marinheiro caiu ao mar e foi posteriormente resgatado e transferido para receber acompanhamento médico. O caso reacendeu o debate sobre o impacto de missões militares prolongadas na saúde e no bem-estar dos militares.

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