Trump usa discurso na ONU para fazer ultimato ao Irão

Presidente dos EUA ameaça “aniquilar” o Irão se o regime islâmico não aceitar um acordo.

O presidente norte-americano, Donald Trump, usou esta terça-feira o seu discurso na Assembleia-Geral das Nações Unidas para fazer um novo ultimato ao Irão, ameaçando “aniquilar” o país se o regime de Teerão não aceitar um acordo de paz.

Trump, que admitiu encontrar-se com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, à margem da Assembleia-Geral, que decorre em Nova Iorque, disse aos chefes de Estado e de Governo ali reunidos que encara duas opções para resolver o problema do Irão: “Devo assinar um acordo que permita a reconstrução do Irão e a sua transformação num país maior do que alguma vez foi, ou devo aniquilar a República Islâmica, de forma rápida, nunca mais lhes dando a hipótese de matar e destruir pessoas e países? Devo arrastá-los para um inferno sem qualquer hipótese de sobrevivência e sem esperança de grandeza futura das suas gerações?”, interrogou-se, antes de concluir: “Acho que eles vão aceitar um acordo logo após as eleições [intercalares dos EUA, em novembro]. Eles estão à espera de ver o que vai acontecer, mas não perceberam que eu nem sequer sou candidato”, afirmou.

Trump falou ainda de passagem sobre a guerra na Ucrânia, mostrando-se convicto de que um acordo da paz irá ser alcançado “mais depressa do que muitas pessoas pensam” e lembrou que tem nas mãos “uma nova e poderosa lei” sobre sanções que não hesitará em usar “se for necessário”.

Sobre a Venezuela, Trump lembrou a intervenção militar dos EUA para capturar Nicolás Maduro e sublinhou o recente acordo com o regime de Caracas para a exploração conjunta de petróleo. “Ao vencedor, os despojos”, vangloriou-se, antes de apontar a mira a Cuba, dizendo que se trata de uma “nação falhada” onde os EUA tencionam levar a cabo uma “mudança fundamental de regime”.

IA passa a ‘superinteligência’

Donald Trump propôs na ONU que a Inteligência Artificial (IA) passe a ser designada como ‘Superinteligência’ (SI) e garantiu que os EUA não colocarão entraves a uma tecnologia que será “maior que a revolução industrial”.

Guterres quer Mundo “interdependente”

No seu último discurso na Assembleia-Geral como secretário-geral da ONU, António Guterres alertou para um Mundo “cada vez mais fragmentado” e apelou à construção de uma sociedade multipolar mas “interdependente”.

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