A comissão preparatória do VI Congresso Ordinário da FNLA convocado para os dias 23 a 25 de setembro de 2026, com o objetivo de renovar mandatos, eleger o presidente do partido e definir estratégias para as eleições gerais de 202, já tomou posse. A eleições de Ndonda Nzinga como presidente da comissão, ocorre em meio a tensões internas, com Comité Central a acusar o actual presidente, Nimi a Simbi, de má gestão e violação dos estatutos.
Nimi a Simbi, tem sido alvo de acusações por inviabilizar reuniões importantes e de má liderança, em um contexto de crise interna. A decisão de realizar o congresso em Setembro visa superar as divisões internas que fragilizam o partido.
O nacionalista Ngola Kabango está preocupado com partido historicamente fragilizado, marcado por décadas de conflitos internos, disputas de liderança e perda de relevância eleitoral.
Apesar de ser um dos três movimentos de libertação fundadores, o partido reduziu-se a apenas 02 deputados na Assembleia Nacional (eleições 2022), uma situação que Ngola Kabango luta contornar, injectando novo sangue no partido. Refira-se que o presidente da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), Nimi A Nsimbi, abandonou de forma abrupta recentemente a sala do Complexo 15 de Março, onde decorria a Vª reunião do Comité Central do partido, nos momentos finais do encontro realizado neste fim-de-semana.
O líder da FNLA terá decidido retirar-se da reunião depois de ver rejeitadas, por sucessivas vezes, duas propostas que apresentou durante os trabalhos do órgão máximo entre congressos.
A actitude do líder está a gerar controvérsia no seio do partido, uma vez que, segundo dirigentes presentes no encontro, a saída antecipada poderá configurar uma violação dos estatutos da organização, nomeadamente do artigo 25.º, linha 2, que estabelece as normas relativas à apresentação, discussão e aprovação de propostas nas reuniões dos órgãos do partido.
