O presidente da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, afirmou esta terça-feira, 15, em Luanda, que o processo não pertence à UNITA, nem a qualquer outro partido, mas pertence ao povo.
“O voto é soberania. O registo eleitoral é o reconhecimento de que cada cidadão conta. Fiscalizar é proteger a República”, acrescentou o político quando procedia à actualização do seu registo eleitoral, no município de Benfica, em Luanda.
De acordo com o político, “um Estado verdadeiramente democrático não teme cidadãos atentos; fortalece-se com eles e nenhuma política pública é verdadeiramente nacional quando deixa para trás o jovem, o ancião, a mulher, o trabalhador, o camponês ou a pessoa com deficiência”.
“Precisamos, por isso, de reconstruir a relação entre o cidadão e o Estado sobre a confiança, a proximidade e a igualdade”, acrescentou o político destacando que, o Estado deve ir ao encontro das pessoas, e não obrigar as pessoas a vencer distâncias para alcançar o Estado.
“As brigadas móveis são uma necessidade imediata, mas representam algo maior: um Estado que serve, que escuta e que não abandona. Angola que imagino é uma República em que a cidadania não termina no dia do voto”, apelou.
“Hoje, na comuna do Benfica, em Talatona, actualizei o meu Registo Eleitoral Oficioso. Fiz questão de estar acompanhado por jovens que votarão pela primeira vez, por anciãos que carregam a memória da nossa História e por cidadãos com deficiência”, descreveu.
Para o líder da UNITA, “não foi apenas um acto de cidadania, mas foi uma imagem da Angola que querem construir e uma República onde ninguém seja estrangeiro na sua própria pátria, onde o Estado veja cada cidadão na sua dignidade e onde o futuro não seja privilégio de alguns.
“Como Presidente da UNITA, tenho consciência de que a função de quem aspira a governar Angola é servir a Nação inteira, e não uma parte dela”, disse.
