CIVICOP alarga o seu plano de actuação para recolher dados genéticos de angolanos residentes no exterior

Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP) alargou o seu plano de atuação para recolher dados genéticos de angolanos residentes no exterior.

Esta iniciativa tem como objectivo central recolher amostras de ADN de familiares sobrevivos de vítimas de conflitos políticos em Angola para compará-las com perfis genéticos obtidos a partir de ossadas exumadas no País.

A recolha no estrangeiro arrancou com base em pedidos de cidadãos residentes em Portugal que pretendem localizar e identificar os restos mortais de familiares desaparecidos.

O processo conta com a cooperação de autoridades portuguesas e associações de angolanos locais.

As amostras de sangue e material biológico doadas servem para cruzar informações com uma base de dados de ossadas em Angola, incluindo perfis genéticos exumados de locais marcantes como o Cemitério da Mulemba e o Cemitério do 14.

O trabalho forense foca-se na identificação de vítimas de conflitos internos angolanos, com forte incidência nos desaparecidos associados aos acontecimentos de 27 de maio de 1977 e nos confrontos pós-eleitorais de 1992.

A Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos) localizou e exumou um total de 625 ossadas.

A grande maioria destes restos mortais foi descoberta numa vala comum no Cemitério da Mulemba (vulgo “Cemitério do 14”), no município do Hoji-ya-Henda, em Luanda. A localização desta vala com mais de 500 perfis humanos foi anunciada em Maio de 2026, após cinco anos de buscas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *