Angola avança com vacinação contra poliomielite para 9,2 milhões de crianças até 5 anos

A terceira ronda da campanha de vacinação em Angola contra a poliomielite arrancou hoje, prevendo atingir 9,2 milhões de crianças menores e 5 anos, divulgou o Ministério da Saúde angolano.

A iniciativa, que decorre até domingo, segundo uma nota o Ministério a Saúde, citado pela Lusa, enquadra-se nas ações de resposta e prevenção da poliomielite, doença que pode causar paralisia infantil, e tem como principal objetivo interromper rapidamente a circulação do poliovírus e reforçar a imunidade das crianças do zero aos cinco anos.

A diretora nacional de Saúde Pública, Helga Freitas, citada pela ANGOP, agência noticiosa angolana, referiu que durante três dias vão ser administradas duas gotas da vacina oral e vitamina A às crianças a partir dos seis meses.

A campanha vai decorrer porta a porta, em postos fixos e pontos avançados de vacinação, estando envolvidas 72.305 pessoas, dos quais profissionais de saúde e voluntários.

Na segunda ronda, realizada em maio, foram vacinadas mais de oito milhões de crianças em todo o país.   

A poliomielite, também conhecia como pólio ou paralisia infantil, é uma doença viral contagiosa aguda causada pelo poliovírus, que afeta o sistema nervoso e pode causar paralisia irreversível em poucas horas.

“O Ministério a Saúde apela aos pais e encarregados de educação para que recebam as equipas de vacinação e apresentem as crianças menores de cinco anos, mesmo aquelas que já tenham recebido doses anteriores da vacina contra a poliomielite”, lê-se na nota.

O apelo vai igualmente às autoridades locais, líderes tradicionais e religiosos, organizações da sociedade civil, profissionais de saúde, professores e órgãos de comunicação social para o reforço da mobilização das comunidades e o alcance das crianças elegíveis.

Além da realização destas campanhas nacionais de vacinação contra a poliomielite, foram também feitas duas campanhas sincronizadas com a República da Namíbia e a República Democrática do Congo nas zonas fronteiriças, tendo sido vacinadas mais de nove milhões de crianças com menos de cinco anos.

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