Angola registou 373 mortos e 377 feridos na época chuvosa 2025-2026

Angola registou 373 mortos e 377 feridos na última época chuvosa, durante a qual foram afectadas 129.110 pessoas, avançaram hoje as autoridades angolanas.

Lusa

O balanço da época chuvosa 2025-2026, com os principais impactos que Angola registou relativamente às inundações, descargas atmosféricas e deslizamento de terras foi hoje apresentado na reunião da Comissão Nacional de Protecção Civil.

O porta-voz da reunião, Edson Domingos, avançou à imprensa que todos os números representam uma diminuição de casos comparativamente ao período anterior, com menos 53 mortos, menos 20 feridos e menos 21.970 pessoas afetadas.

Segundo Edson Domingos, esta redução deveu-se a ações de prevenção realizadas pelas comissões provinciais, através de campanhas de sensibilização da população, relativamente aos riscos e medidas de autoproteção.

Edson Domingos disse que, apesar das ações de prevenção, ainda é alto o grau de exposição e o nível de vulnerabilidade das populações “fruto das condições do ordenamento do território e ocupação dos solos”.

“Igualmente houve um esforço muito grande nas medidas de preparação para atender à situação de emergência, ou seja, houve antecipação de preparação de recursos para atender as populações”, nomeadamente quanto a bens alimentares e não alimentares, referiu.

Na reunião, foram também analisados e aprovados dois documentos, nomeadamente o Plano Nacional de Preparação, Contingência e Respostas a Calamidades e Desastres 2026-2027, cujo principal objectivo é estabelecer um programa de acções de emergência multissetorial para atender a situações de desastre ou calamidades que o país enfrente.

O segundo documento aprovado foi o Plano Estratégico de Prevenção e Redução de Risco de Desastre 2026-2027, que visa criar condições para o Estado atuar antes que ocorram eventos.

A época chuvosa em Angola ocorre entre 15 de agosto a 15 de maio, com frequência de chuvas e trovoadas.

Chuvas intensas na província de Benguela, que causaram o transbordo do rio Cavaco e consequentemente inundações, com perto de três dezenas de mortos, marcaram a última época chuvosa angolana.

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