O Serviço de Investigação Criminal (SIC), desmantelou um grupo de marginais composto por nove elementos e deteve quatro, com idades compreendidas entre os 25 e 27 anos, indiciados nos crimes de associação criminosa, ameaças de morte e roubo qualificado com recurso a armas de fogo no interior de várias residências.
Ao Radar Informativo, o porta-voz do SIC-Luanda, superintendente-chefe Fernando de Carvalho, os factos ocorreram por volta das 03:00 da madrugada do dia 20 de julho deste ano, no bairro Soba Kapassa, município do Kilamba Kiaxi.
“Através das investigações, apurou-se que os implicados, na companhia dos seus comparsas (num total de nove elementos) estando cinco em fuga, munidos de armas de fogo dos tipos AKM-47 e pistola, escalaram o muro de uma residência. Utilizando uma porta que estava entreaberta, entraram no imóvel e surpreenderam a família que se encontrava a dormir e sob fortes ameaças de morte, roubaram diversos bens”.
Entre os quais, seis telemóveis de marcas e modelos diferentes, dois computadores portáteis da marca Apple, dois tablets, uma PlayStation 4, cinco frascos de perfumes árabes de marcas diversas e dois pares de sapatos, e depois colocaram-se em fuga.
Apurou-se também que esta associação criminosa monitorizava residências cujos proprietários possuíssem bens de elevado valor monetário.
“Os assaltos eram realizados preferencialmente de madrugada, aproveitando o período de descanso das famílias, e o grupo montava pontos de apoio para controlar os movimentos dos alvos”, disse Fernando de Carvalho, adiantando que o referido grupo criminoso é liderado por um cidadão conhecido por “ATRAPIQUE”.
“Os implicados são rescidentes nesta prática criminal, pesam sobre os mesmos outros assaltos em diversas residências e em vários pontos da cidade de Luanda, ao longo deste anos.
Na sequência das diligências, os operacionais do SIC-Kilamba Kiaxi apreenderam duas armas de fogo, uma AKM-47, de cano serrado e uma pistola marca Jericho, com um carregador e quatro munições.
“Após a detenção, os suspeitos foram apresentados ao Ministério Público (MP) e, de seguida, ao Juiz de Garantias que lhes aplicou a medida de coação pessoal mais gravosa a prisão preventiva.

