Governo garante a colocação de videovigilância em áreas críticas dos cinco mil quilómetros da linha de transportação da energia do país

O Governo de Angola não vai instalar aparelhos de videovigilância nos mais de cinco mil quilómetros de linhas espalhadas em todo o país, mas apenas em zonas consideradas críticas da rede eléctrica.

“Esta é uma resposta ao aumento de casos de destruição de infraestruturas eléctricas, situação que tem deixado várias zonas do país sem energia e causado prejuízos no comércio, na indústria e no quotidiano das famílias”, disse segunda-feira, 13, o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, no final da sessão do Conselho Nacional de Águas, orientada pela Vice-Presidente da República, Esperança da Costa.

Segundo governante, esses sistemas serão montados, mas em determinadas áreas onde há maior vulnerabilidade, principalmente no acesso à Luanda, por se perceber que há maior actividade de vandalismo nestas zonas e julga-se mesmo que se persegue o propósito de deixar a cidade às escuras.

O ministro apelou à colaboração das populações na denúncia de situações suspeitas e defendeu maior celeridade no tratamento judicial destes crimes, de forma a desencorajar novas ocorrências.

Recentemente, incidentes registados nas províncias de Luanda e Icolo e Bengo deixaram mais de 45 mil clientes sem energia, com impacto significativo na vida das famílias e nas actividades económicas.

Refira-se que a Proposta de Lei dos Crimes de Vandalismo de Bens e Serviços Públicos em Angola, apreciada pelo Conselho de Ministros em março de 2026, visa endurecer a repressão à destruição de património coletivo já foi enviado ao Parlamento.

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