O acto central das celebrações do 4 de Abril, Dia da Paz e da Reconciliação Nacional, que terá lugar na cidade de Menongue, província do Cubango, será antecedida de uma conferência internacional em alusão a data para evidenciar o percurso de Angola desde o fim do conflito armado até à consolidação da paz duradoura no país.
Promovida pela Casa Militar do Presidente da República, o evento que terá lugar quinta-feira, 02 de Abril na cidade de Luanda, passa por posicionar esta experiência como um factor relevante para o reforço dos pilares estruturantes da Segurança Nacional, nos termos da Lei nº 15/24, no que concerne à estabilidade política, coesão social e autoridade do Estado.
A nota de imprensa da Casa Militar do Presidente da República, refere que num contexto internacional marcado por uma crescente complexidade dos fenómenos de segurança, pela intensificação de conflitos de natureza híbrida e pela reconfiguração do equilíbrio geopolítico global, Angola posiciona-se como “um Estado que não apenas superou um conflito armado prolongado, mas que soube, de forma consistente, preservar e consolidar a paz ao longo de mais de duas décadas”.
“A conferência simboliza o alcance da paz definitiva, que constitui um dos mais relevantes marcos estruturantes da história contemporânea do Estado angolano”, refere a nota.
Sobre a abordagem dos temas, o documento esclarece que vai ser assegurada por um conjunto de individualidades de reconhecido prestígio internacional no domínio da Defesa, Segurança e Análise Estratégica, cuja experiência governativa, académica e operacional vai conferir à conferência um elevado nível de credibilidade e profundidade analítica.
O 24º aniversário da Paz e da Reconciliação Nacional, celebrado no dia 4 de Abril, assinala-se sob o lema “Pelo Desenvolvimento Económico e Bem-Estar dos Angolanos, Juntos de Mãos Dadas”.
O dia 4 de abril é celebrado em Angola como o Dia da Paz e da Reconciliação Nacional, marcando a assinatura do Memorando de Entendimento Complementar ao Protocolo de Lusaka em 04 de abril de 2002. Este acordo encerrou oficialmente quase três décadas de guerra civil entre o Governo (MPLA) e a UNITA.

