A ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Teresa Dias, disse esta terça-feira, 11, que a elevada informalidade, referindo que cerca de 77,7% da população empregada permanecia no sector informal, em Angola.
Teresa Dias que falava no Workshop sobre a Juventude e o Primeiro Emprego, realizado no âmbito do Dia Internacional da Juventude, a comemorar-se no dia 12 de Agosto, afirmou que o país dispõe actualmente de um “ecossistema nacional de promoção do emprego”, assente em cinco pilares, nomeadamente visão estratégica, coordenação, formação profissional, financiamento e informação sobre o mercado de trabalho.
Acrescentou que segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), referentes ao primeiro trimestre de 2026, a força de trabalho angolana, considerando a população com 18 anos ou mais é estimada em 11,75 milhões de cidadãos.
Lembrou que a taxa de desemprego nacional situou-se em 21, 3%, abaixo da meta de 25% estabelecida no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2023-2027.
Apesar da melhoria, disse, a situação entre os jovens permanece preocupante.
Apontou que a taxa de desemprego entre os jovens, dos 18 aos 24 anos de idade, atingiu 40, 7% no primeiro trimestre de 2026, embora represente uma redução significativa face aos 57,7% registados em 2024.
No domínio da protecção social obrigatória, o número de segurados atingiu cerca de mais três milhões e 50 mil trabalhadores, representando um crescimento de aproximadamente 40% em relação a 2022.
No mesmo período, sublinhou que a Inspecção Geral do Trabalho realizou cerca de 25 mil inspeções em todo o país, abrangendo 931 mil 636 trabalhadores e resultando em indemnizações a favor dos mesmos avaliadas em cerca de dois mil milhões, 270 milhões de kwanzas.
Avançou que a rede de centros de formação profissional passou de mil e 445 unidades, em 2022, para dois mil 419 centros, dos quais 164 são directamente tutelados pelo Instituto Nacional de Formação Profissional (INFOP).
No período em análise, disse que 598 mil 221 cidadãos concluíram formações profissionais, tendo 352 mil 575 jovens encaminhados para o mercado de trabalho através dos centros de emprego e agências de intermediação laboral.
Teresa Dias destacou ainda a importância do Sistema Nacional de Formação Profissional, que procura responder às necessidades do mercado através de competências técnicas, digitais e empreendedoras.
Outro instrumento sublinhado, pela ministra foi o projecto Jovem Mais (+), com vigência de 2026 a 2030 e financiamento do Banco Mundial, que prevê beneficiar mais de 500 mil jovens, entre os 16 e 35 anos de idade, sendo 40% mulheres e 6% pessoas com deficiência.
Por sua vez, o ministro da Juventude e Desportos, Rui Falcão, considerou a criação de emprego para a juventude “o maior desafio e a maior oportunidade” de Angola.
Segundo o governante, os jovens com menos de 35 anos representam cerca de 64% da população angolana, constituindo uma importante reserva de talento e potencial produtivo.

