Ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República diz que paz não é um dado adquirido e nem irreversível

O ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Furtado, disse que a paz não é um dado adquirido nem irreversível, de tal modo que exige vigilância permanente, visão estratégica, capacidade institucional e liderança firme para prevenir ameaças cada vez mais complexas.

O governante falava na abertura da Conferência Internacional da Paz, que decorre sob o lema “Pelo Desenvolvimento Económico e Bem-Estar dos Angolanos, Juntos de Mãos Dadas”.

“A paz constitui o principal alicerce da estabilidade do Estado, da consolidação da democracia, da unidade e coesão nacional, bem como do bem-estar social e do desenvolvimento sustentável”, referiu.

Na ocasião, lembrou Angola assinala, no próximo sábado, 24 anos de paz, alcançada a 4 de Abril de 2002, e, por isso, sublinhou o elevado sentido de Estado e o espírito patriótico que marcaram esse momento histórico.

Segundo Francisco Furtado, a data tem grande significado na memória colectiva dos angolanos, por representar não apenas o fim de um longo conflito armado, mas também o início de uma nova etapa de estabilidade política, reconciliação nacional e unidade entre os cidadãos.

“A paz foi alcançada após 27 anos de guerra, período marcado pela perda de vidas humanas, elevado número de cidadãos mutilados e destruição de infra-estruturas, tendo os angolanos assumido, posteriormente, um compromisso firme com o progresso e o desenvolvimento do país”, sublinhou.

No plano internacional, referiu que o mundo vive um contexto de incertezas, marcado por riscos crescentes à estabilidade e à coexistência pacífica entre as nações.

Acrescentou que os conflitos actuais assumem formas híbridas e assimétricas, pós envolvem pressões económicas, manipulação de informação, acções cibernéticas e sanções, com impacto directo na estabilidade dos Estados.

Relactivamente a África, considerou que o continente, devido à sua posição geoestratégica e riqueza em recursos naturais, continua a ser alvo de interesses externos.

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