A UNIJOOB, uma instituição privada está a desempenhar um papel fundamental na educação em Angola, actuando tanto na expansão da oferta de ensino quanto na qualificação profissional.
Na comuna do Benfica, município do Talatona, em Luanda, nasceu uma academia privada de formação técnico-profissional, que visa, essencialmente, responder às exigências de quadros qualificados para a indústria.
O empreendimento é uma iniciativa de empresas chinesas e angolanas que colocaram à disposição, 150 salas de aula e 19 cursos, onde vão frequentar 30 mil alunos por cada ciclo formativo.
Segundo o promotor e reitor da instituição, Hélder Chipondo, a UNIJO0B pretende preparar jovens para criarem serralharias, carpintarias, soldadura, modelagem de sofás e outras pequenas indústrias, a fim de criarem o auto-emprego e contribuírem na dinamização da economia nacional.
Neste complexo, referiu os cursos terá a duração de seis meses a 02 anos, devendo o candidato ter, no mínimo, o ensino médio concluído.
Para este responsável “a conclusão dos cursos dará acesso imediato ao mercado de trabalho, tendo sido, para o efeito, assinado acordos com 500 empresas chinesas do sector industrial”.
“A iniciativa da academia vem consolidar um caminho que está a ser trilhado há algum tempo, no sentido da formação de jovens, para impulsionar a empregabilidade em Angola”, começou por dizer o diretor-geral do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP), Manuel Mbangui.
Reiterou o compromisso do Executivo com a expansão da formação profissional, daí ter se criado vários instrumentos para incrementar a participação do sector privado e do próprio estado neste segmento.
Fruto disso, referiu que a rede de centros de formação profissional no país passou de 38 unidades, em 2002, para 164, actualmente, elevando a capacidade de formação anual de 15 mil para 182 mil jovens.
A par disso, assinalou os investimentos que o Executivo tem feito na modernização dos centros e na implementação do Sistema Nacional de Qualificações.
O sociólogo Fernando Da Cunha Nhanga, entende que as parcerias Público-Privadas (PPPs) são fundamentais para o desenvolvimento de Angola.
Na sua opinião, elas permitem ao Executivo superar limitações orçamentais ao mobilizar capital, tecnologia e eficiência operacional do setor privado para construir, gerir e manter infraestruturas e serviços públicos essenciais.

